Gisele fez uma careta de desgosto:
— Com certeza vou conversar com ele sobre isso! Fique tranquila, eu estou do seu lado! Você só precisa focar em se preparar para a gravidez e não pensar em mais nada.
Franciele percebeu que a sogra ainda contava unicamente com a sua gravidez para lhe dar um neto.
Ela não teve escolha a não ser dizer a verdade:
— O Givaldo não te contou que vamos nos divorciar em breve?
Gisele ficou atônita mais uma vez.
— Como é que é? Divórcio?
Já que Franciele havia chegado àquele ponto, naturalmente não pretendia mais esconder nada.
— Na verdade, eu e o Givaldo tínhamos combinado de ir ao cartório hoje!
Gisele enfureceu-se na mesma hora.
— Uma coisa tão séria como um divórcio, e vocês tomam essa decisão sozinhos, sem nem consultar a família?
Franciele ponderou:
— Realmente foi um erro não conversar com a família sobre isso, mas, no fim das contas, o divórcio é um assunto entre nós dois. Espero que você não interfira e nos deixe decidir nossas próprias vidas!
A expressão de Gisele escureceu.
Para ser sincera, ela não queria que o filho se divorciasse naquele momento.
Agora que o primogênito estava com a saúde fragilizada, seu filho teria a chance de substituí-lo e se tornar o novo herdeiro da Família Cordeiro.
Se divorciar justo agora seria arranjar problemas desnecessários.
Com certeza provocaria o descontentamento do patriarca.
Ela não queria que o filho desse um passo em falso logo agora.
— Você deveria saber que o seu casamento com o Givaldo é um acordo entre as famílias. A decisão de se divorciar não cabe a vocês — Gisele alertou friamente. — Além disso, posso te adiantar uma coisa: meu filho, mais cedo ou mais tarde, vai herdar os negócios da Família Cordeiro. Para uma filha ilegítima como você, estar casada com ele não é nenhum mau negócio.
Franciele respondeu com calma:
— Não sou só eu que quero o divórcio, o seu filho também quer! Caso contrário, ele não teria passado todo esse tempo casado comigo sem nunca termos dormido no mesmo quarto.
Gisele sabia que, nesse aspecto, o filho estava errado.
Mas, pensando bem, Franciele era apenas uma filha bastarda. Para o seu filho, ela era mais do que suficiente.
Do que ela poderia reclamar?
— Deixe que eu converso com o meu filho! Mas é bom você ter consciência de que, se perder um homem com as qualidades dele, nunca mais vai encontrar outro igual.

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