O som de tecido rasgando cortou o ar.
O vestido dela tinha sido puxado por ele, deixando à mostra um grande trecho de sua pele clara e macia.
Aquilo fez Franciele despertar do transe.
— Não... — De repente, ela começou a se contorcer, tentando se soltar.
Eles não podiam fazer aquilo.
Ela ainda não estava divorciada.
Se transasse com ele agora, qual seria a diferença entre ela e o lixo do Givaldo, que traiu a esposa?
O olhar de Nelson escureceu.
Parecia que ele tinha adivinhado a hesitação dela.
Com a voz rouca, sussurrou para tranquilizá-la:
— Fica tranquila, eu não vou contar para o seu marido...
A mente de Franciele se confundiu.
Ela parou de resistir na mesma hora.
Ele disse que não contaria a Givaldo.
Então o que eles estavam fazendo era mesmo considerado uma traição?
A sensação de estar fazendo algo proibido e imoral a dominou.
O corpo de Franciele parecia ter virado fogo.
Um desejo incontrolável tomou conta dela.
Droga.
Aquelas poucas palavras dele a provocaram tanto que a tensão voltou a atacar.
Mas, agora, ela não tinha remédio nenhum para se acalmar.
O beijo de Nelson voltou a cair sobre ela.
Franciele derreteu em seus braços.
Completamente sem forças para recusá-lo.
Ao sentir a permissão silenciosa e a entrega dela,
o coração de Nelson disparou.
O sangue em suas veias parecia ferver.
Ele não conseguiu mais se conter e começou a arrancar as roupas dela com urgência,
até que todas caíssem no chão.
Franciele ficou completamente nua.
A pele macia e impecável realçava ainda mais a beleza do rosto dela.
Nelson sentia o corpo doer de tanto desejo.
Seu olhar ardia com intensidade febril.
Ele a beijou de novo, com urgência.
Franciele fechou os olhos, deixando que os lábios dele percorressem seu rosto, seu pescoço e cada centímetro de sua pele...
A noite seria longa.
O incêndio tinha acabado de começar.
Os olhos de Nelson estavam injetados.

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