— Gostou da foto de ontem à noite?
Nelson se aproximou de repente.
A respiração quente dele tocou a pele delicada dela.
O coração de Franciele falhou uma batida.
Aquilo era impossível de responder.
Tudo por causa daquela foto sem camisa que ele tinha mandado.
Por culpa dela, Franciele teve sonhos quentes a noite inteira, culminando em mais uma crise de calor e tensão.
Ela começava a suspeitar seriamente de que aquele homem a estava seduzindo de propósito.
Franciele virou o rosto, incapaz de encará-lo:
— Não gostei. Por favor, não me mande mais isso.
Os olhos escuros de Nelson a fitaram profundamente:
— Tudo bem.
Ele tinha aceitado tão rápido assim?
Franciele voltou a olhar para ele, surpresa e desconfiada.
Um leve sorriso surgiu nos lábios finos de Nelson:
— Da próxima vez, mando outra coisa.
As pálpebras de Franciele estremeceram.
Ela quase perdeu a paciência.
Será que ele não tinha entendido?
Ela não queria receber foto nenhuma, fosse do que fosse.
Franciele apertou os lábios rubros e mudou de assunto por instinto:
— Você me chamou aqui só para falar disso?
Ele a convocara com tanta urgência.
Ela tinha certeza de que era algum assunto de trabalho.
Jamais imaginou que fosse para falar sobre... aquilo.
Nelson arqueou uma sobrancelha:
— Daqui a pouco tenho um jantar de negócios. Você vai comigo.
Franciele recuou por instinto:
— Mas...
Ela já tinha combinado de sair com Paula naquela noite.
O olhar de Nelson ficou indecifrável:
— Mas o quê? É um compromisso profissional. Você não tem escolha.
Sem saída, Franciele teve que aceitar.
Desceu com ele até o estacionamento subterrâneo.
O motorista parou o luxuoso Rolls-Royce diante deles.

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