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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 200

— Sua...

O peito da mãe de Fernando subia e descia violentamente.

Ela jamais imaginaria que Franciele, sendo apenas a filha bastarda da família Duarte, ousaria falar com ela naquele tom.

Isso era um verdadeiro absurdo!

A mãe de Fernando estava cega de ódio.

Ela não se conformaria em ser humilhada por uma garotinha atrevida.

Exatamente naquele momento, alguém chamou o elevador e as portas se abriram.

Franciele fez menção de entrar, apressada para chegar ao cartório e resolver o divórcio.

Contudo, a mãe de Fernando a puxou com força para trás.

— Pare aí mesmo, você não vai a lugar nenhum!

Franciele sacudiu o braço bruscamente para se soltar.

— Vá perguntar à polícia se quiser saber quem foi o agressor!

O solavanco de Franciele não foi suave.

A mãe de Fernando tropeçou para trás e caiu esparramada no chão.

Aquilo foi a gota d'água.

Afinal de contas, ela era a Sra. Mendes. Ninguém, até hoje, havia se atrevido a tratá-la daquela forma.

Uma enxurrada de palavrões imundos saiu de sua boca.

Não satisfeita com os xingamentos, ela agarrou um vaso decorativo que estava no corredor e o atirou com toda a força contra Franciele.

— Morra, sua desgraçada!

Todas as pessoas ao redor gritaram em uníssono.

Naquele exato segundo, Myron e Nelson saíam da sala da presidência.

Os dois presenciaram a cena.

Myron gritou instintivamente:

— Franciele!

Mas, antes que ele pudesse correr em direção a ela, um vulto passou voando por ele.

Alguém foi muito mais ágil, alcançando Franciele e envolvendo-a em um abraço protetor.

O vaso atingiu em cheio o ombro de Nelson, caindo e estilhaçando-se no chão.

O barulho estrondoso ecoou pelo corredor.

Os estilhaços de cerâmica voaram, provocando cortes na orelha e no rosto do homem.

O ambiente mergulhou em um silêncio absoluto. Todos ficaram em choque.

Os olhos de Nelson fuzilaram a mulher paralisada à sua frente, disparando um olhar cortante e gélido.

Intimidada por aquela expressão sombria, a mãe de Fernando estremeceu dos pés à cabeça.

E começou a gaguejar, desesperada por se explicar:

— Eu... Nelson... por favor, me escute... eu não queria acertar você... era nela que eu estava mirando...

Compreendendo o recado, Myron afastou-se rapidamente.

Durante todo o tempo, Franciele continuou sob a proteção dos braços de Nelson.

Tudo aconteceu de forma tão abrupta que ela mal teve tempo para processar o ocorrido.

Apenas quando o perfume masculino e familiar a envolveu por completo é que ela se deu conta de que havia sido salva.

Ao levantar a cabeça, notou os cortes no rosto dele.

Ela ficou boquiaberta:

— Você está machucado?

Nelson respondeu, com aparente indiferença:

— São só arranhões, não é nada!

No entanto, ela sabia que ele tinha sofrido aqueles ferimentos para protegê-la.

O coração de Franciele se encheu de remorso.

— Deixa eu cuidar desses cortes para você.

Ela deu uma rápida espiada no relógio.

Se fizesse um curativo nele logo, ainda daria tempo de chegar ao cartório na hora marcada.

Um brilho malicioso surgiu nos olhos de Nelson. De repente, ele aproximou o rosto do dela.

— Tudo bem, então me ajude a chegar na minha sala!

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