No fundo, Franciele estava nervosa e queria resistir.
Mas, diante daqueles beijos, seu corpo realmente começava a reagir.
Fazia tempo demais desde que estivera com um homem.
Se aquilo continuasse, certamente perderia o controle.
— Nelson, já chega, para de me beijar...
Ela não queria que aqueles beijos provocassem outra vez um colapso físico e emocional.
O rosto de Franciele ganhou um rubor sedutor.
Ao vê-la assim, a respiração de Nelson apertou.
Uma nova onda de fogo subiu por seu corpo.
— Então vamos direto ao ponto.
Ele disse isso enquanto tentava desabotoar a roupa confortável que ela vestia.
Como Franciele não havia pegado roupas limpas antes, precisara pedir ajuda a ele.
E Nelson não escolhera peças íntimas para ela.
No instante em que alguns botões se abriram, as curvas escondidas sob o tecido começaram naturalmente a aparecer.
Nelson não conseguiu evitar e engoliu em seco.
Seu corpo parecia doer de tanta tensão.
Os beijos desceram de seus lábios para o pescoço e, dali, até a gola entreaberta...
E sua mão grande ousou deslizar para dentro da blusa dela.
— Para, para com isso!
Franciele exclamou, envergonhada e aflita.
— Nelson, eu ainda não aceitei nada.
De repente, Nelson a soltou.
Fitou aqueles longos cílios, que pareciam pequenos leques, e perguntou com a voz extremamente rouca:
— Você aceita ou não?
Franciele se obrigou a recuperar a compostura.
Desviou o olhar, sem coragem de encará-lo.
— Você pode... me deixar pensar?
De qualquer forma, ganhar tempo era o melhor naquele momento.
Se recusasse na hora, talvez o irritasse.
E, se ele realmente decidisse forçá-la, ela não teria como resistir.
O olhar de Nelson ficou pesado e sombrio sobre ela.
— Quanto tempo?
Franciele abaixou os cílios, escondendo a hesitação nos olhos.
E respondeu em voz baixa:
— Uns dez, quinze dias.
As sobrancelhas de Nelson se franziram imediatamente.
— Não. É tempo demais.
Os cantos dos lábios de Franciele tremeram.
Dez ou quinze dias era muito tempo?
Três dias deveriam ser suficientes para resolver os trâmites do divórcio com Givaldo.
Afinal, Givaldo parecia decidido a se separar, e seu coração pertencia a Eliana.
Ela não tinha mais por que continuar fiel a ele.
Depois do divórcio, ter Nelson como parceiro de cama não seria nada mau.
Pelo menos ele poderia ajudá-la a aliviar suas necessidades físicas.
Assim, ela não voltaria a ser torturada por aquelas crises.
— Está bem. Três dias, então.
Franciele cedeu, assentindo.
— Mas, antes disso, você pode me ajudar a encontrar a minha mãe?
Nelson hesitou por um instante.
— O que aconteceu com ela?
A expressão de Franciele se tornou séria.
— Ela está desaparecida há dias. E a última pessoa a vê-la foi a Eliana.
Os olhos de Nelson ficaram sombrios.
— Então, quando você foi procurar a Eliana naquele camarote, era para perguntar sobre o paradeiro da sua mãe?
Franciele assentiu.
— Sim.
O olhar de Nelson escureceu ainda mais. Ele segurou a mão dela com firmeza.
— Posso ajudar você com isso, mas antes você precisa me ajudar.

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