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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 138

Givaldo a chamou pelas costas:

— Sobre o que aconteceu hoje, não deixe que ninguém da família Duarte ou da família Cordeiro saiba.

Se a família Duarte descobrisse, isso seria ruim para Eliana.

Se a família Cordeiro soubesse, seria ruim para ele.

Mesmo tentando se proteger, ele ainda não se esquecia de proteger Eliana.

Que romantismo patético.

Franciele pensou com desdém.

Mas não se opôs.

— Uhum, eu sei.

Ela seguia a lógica de que evitar problemas era sempre o melhor caminho.

Não tinha o menor interesse em espalhar fofoca.

Além disso, já tinha rompido com a família Duarte.

E, quanto à família Cordeiro, assim que ele assinasse os papéis do divórcio, aquilo também deixaria de ser problema seu.

Givaldo a encarou sem piscar:

— Está brava?

A expressão de Franciele permaneceu neutra:

— Não.

Ao ver que ela parecia realmente indiferente, Givaldo se tranquilizou.

— Então vamos, eu te levo para casa.

— Não precisa. Eu vim dirigindo meu próprio carro.

Franciele recusou friamente.

Dito isso, destravou o veículo com a chave.

Caminhou até ele, abriu a porta do motorista e entrou.

Não deu qualquer sinal de que o convidaria para ir junto.

Sem saber bem por quê, Givaldo sentiu uma pontada de decepção no peito.

Depois de ligar o motor, Franciele parou o carro à frente dele.

Um brilho rápido de expectativa passou pelos olhos dele.

Sabia que ela não o deixaria ali, sozinho.

Mas Franciele apenas o avisou:

— Não se esqueça de assinar logo os papéis do divórcio. Vamos marcar um horário para irmos ao cartório juntos.

Sem esperar a reação de Givaldo, pisou no acelerador e arrancou com o carro bem diante dele.

Achava que teria, no mínimo, uns dois dias de respiro.

Jamais imaginou que ele voltaria ao trabalho tão cedo.

— Franciele!

Enquanto ela ainda tentava decidir para onde fugir, ouviu Myron, que vinha atrás de Nelson, cumprimentá-la.

Obrigada a levantar a cabeça, Franciele forçou um sorriso:

— Bom dia, presidente. Bom dia, Myron.

Nelson manteve os lábios cerrados e não disse nada por um longo momento.

Apenas o olhar gelado que lançava sobre ela bastava para fazê-la suar frio.

— Venha à minha sala daqui a pouco.

Justo quando o coração dela já quase não aguentava a tensão, Nelson finalmente soltou a ordem.

Franciele voltou a si e assentiu, engolindo em seco:

— Sim, chefe.

Mas, por dentro, a apreensão só aumentava.

O chefe chamando-a logo cedo à sala... seria para puni-la pelo tapa da noite anterior?

Como exatamente ele faria isso?

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