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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 136

Naquele banheiro tomado pelo vapor, havia uma tensão impossível de ignorar.

O corpo dele se aqueceu por inteiro.

Ao notar o olhar ardente de Nelson, o coração de Franciele se apertou.

— Sr. Sampaio... eu já vou indo...

Ela tentou sair da banheira logo depois de falar.

Mas Nelson foi mais rápido.

Puxou-a para os braços e sussurrou com voz rouca perto do ouvido dela:

— Não acha que é um pouco tarde para tentar fugir agora?

Uma sensação de perigo pairava no ar.

Franciele sentiu um pânico sem precedentes.

— Me solte!

Ela tentou empurrá-lo com todas as forças.

No entanto, Nelson segurou sua cintura com firmeza, prensando-a contra a borda da banheira.

— Você não sabe que, quanto mais uma mulher se debate nos braços de um homem, mais atiça o instinto de conquista dele?

O olhar dele parecia prestes a incendiá-la.

A respiração quente batia diretamente em seu rosto.

Franciele já percebia o nível do perigo.

— Você... não faça nenhuma besteira...

Ela o encarou com os olhos cheios de cautela, tentando adverti-lo.

— Isso é fazer besteira?

Um sorriso enviesado apareceu nos lábios de Nelson enquanto sua mão avançava em direção a ela.

— E se eu fizer assim?

Franciele estremeceu dos pés à cabeça.

A mão dele realmente ousou tocá-la.

Canalha.

Sua mente ficou em branco por um instante.

Sem pensar, ergueu a mão e deu um tapa sonoro no rosto dele.

O estalo ecoou com clareza.

Nelson congelou, claramente atordoado.

Franciele olhou para a própria mão formigando de dor, incrédula.

Meu Deus, ela tinha mesmo esbofeteado o chefe?

Estava morta.

Pânico e arrependimento tomaram conta dos olhos dela.

— Você tem coragem de me bater?

Era muito provável que fosse demitida no dia seguinte.

Mas, no fundo, não era culpa dela.

Quem mandou ele se aproveitar?

Foi legítima defesa.

Enquanto se consumia de preocupação, o celular tocou de repente.

A princípio, estranhou quem ligaria àquela hora.

Para sua surpresa, era um policial.

Seu marido, Givaldo, tinha agredido alguém.

E a vítima era ninguém menos que Franklin, o marido de Eliana.

Quando a delegacia ligou, Franciele quase achou que tinha entendido errado.

Sua primeira reação foi: Givaldo, bater em alguém?

Ele sempre engoliu tudo em silêncio.

Afinal, era o filho bastardo não assumido da família Cordeiro.

Desde que fora levado de volta à família, sofreu incontáveis humilhações dos parentes e virou piada na alta sociedade.

A própria Franciele já o tinha visto sofrer bullying na escola de elite e até o defendera.

Mas Givaldo sempre suportou tudo calado.

Quem diria que, por causa de Eliana, perderia o controle e mostraria que também tinha sangue quente.

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