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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 129

A mente de Franciele ficou em branco por um instante.

Quase achou que estivesse sonhando.

Não se sabe em que momento um grupo de guarda-costas altos e de expressão fria entrou no bar.

Em poucos segundos, o lugar inteiro mergulhou em silêncio absoluto.

A pressão que aqueles homens transmitiam fez todo mundo até respirar com cuidado.

Franciele inclinou a cabeça, olhando confusa para o homem à sua frente.

A bebida havia deixado seus olhos meio desfocados, enevoados.

Ela acenou para ele:

— Oi, você parece um pouco com o meu chefe...

Nelson a puxou imediatamente para os braços.

A princípio, queria apenas conferir se ela não tinha se machucado.

Mas o forte cheiro de álcool o atingiu.

Nelson franziu a testa e olhou para baixo.

As bochechas de Franciele estavam rosadas, e seus olhos semicerrados deixavam claro que ela tinha bebido demais.

Não era à toa que nem o reconhecia direito.

— Quer tomar um drink comigo... ah...

Franciele estava prestes a convidá-lo para beber com ela.

Mas, antes de terminar a frase, Nelson a jogou sobre os ombros.

Seu corpo foi erguido de repente, e sua cabeça girou ainda mais.

Franciele bateu no peito dele, tentando empurrá-lo:

— Me põe no chão... eu... quero andar... sozinha...

Nelson ignorou completamente os protestos e continuou andando a passos largos em direção à porta do bar.

Só quando os dois saíram é que os guarda-costas se retiraram atrás deles.

Somente então as pessoas no bar soltaram um suspiro de alívio.

— Me põe no chão!

Do lado de fora, com o vento noturno batendo em seu rosto, Franciele recuperou um pouco da consciência.

Mas seu estômago começou a revirar violentamente.

Ela passou a esmurrar desesperadamente as costas de Nelson:

— Me põe no chão rápido, eu vou vomitar! Eu vou vomitar mesmo!

Ao ver que o rosto dela tinha empalidecido de repente, Nelson a colocou no chão na mesma hora.

— Blergh...

Antes mesmo de conseguir se firmar de pé, Franciele correu até a beira da calçada e começou a vomitar sem parar.

Era mesmo Nelson.

— Sr. Sampaio, obrigada. E desculpe dar trabalho de novo...

Franciele agradeceu, sem graça, apoiando-se nele para se firmar e se afastando um pouco de seus braços.

— Vamos. Eu te levo para casa.

Nelson a observou por um instante e deu o primeiro passo adiante.

Franciele ficou parada, olhando para as costas dele, atônita.

Depois de hesitar um pouco, decidiu segui-lo.

Já no carro luxuoso, ela não conseguiu segurar a curiosidade:

— Como é que o senhor também estava naquele bar hoje à noite?

Será que ele também tinha ido beber?

Seria coincidência demais, não?

Além disso, ele não tinha acabado de sair do hospital? Os ferimentos já estavam tão melhores assim, a ponto de ele ir para um bar?

Os olhos profundos de Nelson se voltaram para ela:

— Por que você não atendeu as minhas ligações?

Franciele ficou surpresa, paralisada por um instante.

— O senhor me ligou?

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