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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 100

Teria Filomena feito aquilo de propósito ou sido um grande acaso?

Mas elas nem sequer tinham desavenças. Por que ela tentaria arruiná-la daquela forma?

Enquanto refletia sobre o assunto, percebeu o olhar penetrante de Nelson novamente direcionado a ela.

Franciele cruzou o olhar com ele por um breve segundo.

E desviou o rosto rapidamente antes que Filomena pudesse notar.

— Vou ao toalete.

Franciele se virou, pronta para fugir dali.

Porém, foi repentinamente interrompida pela voz de Filomena:

— Sra. Duarte!

Franciele estancou os passos, sendo forçada a olhar para trás.

Viu Filomena, com os braços entrelaçados aos de Nelson, caminhando até ela:

— Sra. Duarte, é você mesma! O que faz por aqui?

— Boa noite, Srta. Macedo. Eu sou a assistente do Sr. Sampaio. — Franciele respondeu de forma polida e firme.

Filomena fingiu surpresa:

— Então quer dizer que você trabalha com o Nelson? Que coincidência maravilhosa!

Franciele sentia que o olhar ardente e profundo de Nelson continuava cravado nela.

Mas não queria dar motivos para as suposições de Filomena, e muito menos que os colegas da empresa achassem que ela cobiçava o patrão.

Evitando encará-lo, ela limitou-se a trocar mais algumas cortesias com a noiva e seguiu direto para o toalete.

Quando saiu de lá, um vulto bloqueou sua visão.

Tratava-se de seu antigo chefe, Mário.

— Quem diria que você tinha amizade com a noiva do Sr. Sampaio, a Srta. Macedo.

Franciele arqueou as sobrancelhas:

— E o que isso tem a ver com você?

Mário chamou um garçom, pegou duas taças de champanhe da bandeja e estendeu uma para Franciele.

— Quando você trabalhava no meu departamento, confesso que passei dos limites algumas vezes. Espero que não guarde ressentimentos, certo?

Franciele deu um sorriso gélido:

— O Sr. Andrade está exagerando.

A culpa era toda da própria Franciele, que tivera a ousadia de confrontar fisicamente Eliana, enfurecendo Viviana.

Ele estava apenas executando uma ordem.

Tudo aquilo era consequência dos próprios atos dela.

Franciele pousou a taça e, instintivamente, procurou a amiga Paula pela multidão do salão.

Mas logo sentiu que algo estava errado.

Um calor inexplicável começou a tomar conta do seu corpo.

Ondas intensas de tontura atingiram sua cabeça.

E até mesmo sua respiração tornou-se pesada e ofegante.

Droga, será que o problema dela havia voltado?

Sem se importar em procurar Paula, Franciele disparou direto em direção à porta do salão.

Fazia um bom tempo que ela não sofria com aquilo.

Franciele havia parado de tomar os remédios recentemente e não tinha nada na bolsa.

Ela precisava chegar em casa o mais rápido possível.

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