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Meu Divórcio é uma Declaração de Guerra romance Capítulo 351

Rosa parou por um instante.

— Filipa, você está bem?

Filipa girou o copo de suco de laranja na mão, um sorriso leve surgindo em seus lábios.

— Estou bem. Só queria relaxar um pouco.

Ela ergueu os olhos para a amiga.

— Você não adora este lugar? Hoje é por minha conta.

Dito isso, ela acenou para chamar o gerente e, sob o olhar chocado de Rosa, fez o pedido com total serenidade:

— Traga todos os modelos masculinos que vocês tiverem para eu dar uma olhada.

Quando o primeiro grupo de rapazes jovens entrou em fila, vestindo shorts justos que exibiam troncos definidos, o queixo de Rosa quase caiu no chão.

O que a deixou ainda mais estupefata foi que Filipa realmente se levantou, examinando o físico de cada um detalhadamente, chegando a pedir que dois deles se virassem para conferir a musculatura das costas.

— Filipa!

Rosa puxou a manga da amiga, sussurrando:

— Por que esse interesse repentino? Se você quer ver abdômen definido, meu irmão... na verdade, o corpo dele é ótimo, peitoral e abdômen não ficam devendo em nada.

— O Sr. Advogado Nobre?

A imagem do rosto de traços marcantes de Henrique surgiu na mente de Filipa.

Ele estava sempre em ternos impecáveis; era difícil imaginar a paisagem por baixo daquelas roupas.

Ela tomou um pequeno gole de suco, pensativa.

— O cachê do Sr. Advogado Nobre deve ser bem alto, não?

Rosa tossiu levemente.

— Para os outros, é impossível, mas se for para você...

A música no camarote estava alta e abafou a voz de Rosa.

Filipa dispensou o gerente com um gesto, o tom de voz um tanto exigente.

— Esse grupo é muito imaturo. Não tem ninguém mais maduro e estável?

O gerente sorriu, compreendendo, e logo trouxe um grupo de modelos um pouco mais velhos.

Eles entraram fazendo poses, exibindo suas linhas musculares com naturalidade e lançando olhares ardentes para Filipa.

Afinal, a maioria das frequentadoras eram senhoras ricas e mais velhas; uma cliente jovem e bonita como ela era uma raridade.

Filipa correu os olhos por eles indiferente e balançou a cabeça.

— Esses são muito artificiais e canastrões.

Até Rosa, que já tinha visto muita coisa, não pôde deixar de prender a respiração.

Esse modelo era, de fato, excessivamente bonito.

— Olá, senhorita.

Ele curvou os lábios num sorriso na medida certa, a voz grave e agradável.

Filipa observou o rosto de traços angulosos e o peitoral firme que se insinuava sob a camisa.

Ela assentiu, satisfeita.

— Acompanhe a Srta. Nobre para uns drinques.

Rosa arregalou os olhos, lisonjeada e surpresa.

— Amiga, você pediu ele para mim?

Filipa sorriu levemente.

— Claro, eu disse que era por minha conta.

Já que era para tratar bem a melhor amiga, naturalmente tinha que ser o melhor.

Rosa aceitou o presente generoso com alegria.

Logo, ela estava conversando animadamente com o astro da casa, chegando até a esticar a mão, curiosa, para cutucar o peitoral firme do rapaz.

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