Rosa parou por um instante.
— Filipa, você está bem?
Filipa girou o copo de suco de laranja na mão, um sorriso leve surgindo em seus lábios.
— Estou bem. Só queria relaxar um pouco.
Ela ergueu os olhos para a amiga.
— Você não adora este lugar? Hoje é por minha conta.
Dito isso, ela acenou para chamar o gerente e, sob o olhar chocado de Rosa, fez o pedido com total serenidade:
— Traga todos os modelos masculinos que vocês tiverem para eu dar uma olhada.
Quando o primeiro grupo de rapazes jovens entrou em fila, vestindo shorts justos que exibiam troncos definidos, o queixo de Rosa quase caiu no chão.
O que a deixou ainda mais estupefata foi que Filipa realmente se levantou, examinando o físico de cada um detalhadamente, chegando a pedir que dois deles se virassem para conferir a musculatura das costas.
— Filipa!
Rosa puxou a manga da amiga, sussurrando:
— Por que esse interesse repentino? Se você quer ver abdômen definido, meu irmão... na verdade, o corpo dele é ótimo, peitoral e abdômen não ficam devendo em nada.
— O Sr. Advogado Nobre?
A imagem do rosto de traços marcantes de Henrique surgiu na mente de Filipa.
Ele estava sempre em ternos impecáveis; era difícil imaginar a paisagem por baixo daquelas roupas.
Ela tomou um pequeno gole de suco, pensativa.
— O cachê do Sr. Advogado Nobre deve ser bem alto, não?
Rosa tossiu levemente.
— Para os outros, é impossível, mas se for para você...
A música no camarote estava alta e abafou a voz de Rosa.
Filipa dispensou o gerente com um gesto, o tom de voz um tanto exigente.
— Esse grupo é muito imaturo. Não tem ninguém mais maduro e estável?
O gerente sorriu, compreendendo, e logo trouxe um grupo de modelos um pouco mais velhos.
Eles entraram fazendo poses, exibindo suas linhas musculares com naturalidade e lançando olhares ardentes para Filipa.
Afinal, a maioria das frequentadoras eram senhoras ricas e mais velhas; uma cliente jovem e bonita como ela era uma raridade.
Filipa correu os olhos por eles indiferente e balançou a cabeça.
— Esses são muito artificiais e canastrões.
Até Rosa, que já tinha visto muita coisa, não pôde deixar de prender a respiração.
Esse modelo era, de fato, excessivamente bonito.
— Olá, senhorita.
Ele curvou os lábios num sorriso na medida certa, a voz grave e agradável.
Filipa observou o rosto de traços angulosos e o peitoral firme que se insinuava sob a camisa.
Ela assentiu, satisfeita.
— Acompanhe a Srta. Nobre para uns drinques.
Rosa arregalou os olhos, lisonjeada e surpresa.
— Amiga, você pediu ele para mim?
Filipa sorriu levemente.
— Claro, eu disse que era por minha conta.
Já que era para tratar bem a melhor amiga, naturalmente tinha que ser o melhor.
Rosa aceitou o presente generoso com alegria.
Logo, ela estava conversando animadamente com o astro da casa, chegando até a esticar a mão, curiosa, para cutucar o peitoral firme do rapaz.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Divórcio é uma Declaração de Guerra
Espero que ela conte sobre o irmão dele kkkk quero ver a cara de babaca dele kkk...
Até o momento gostando...mas, podia ser nãos curto....