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Meu Divórcio é uma Declaração de Guerra romance Capítulo 350

O assistente demonstrou constrangimento e afastou delicadamente a mão dela.

— Sra. Soares, esses são assuntos pessoais do Diretor Gama, não me cabe comentar. Já está tarde, por favor, entre no carro.

Vendo que o assistente não cederia, Mafalda entrou no veículo, derrotada e sem alma.

Durante todo o trajeto, ela encostou a testa no vidro, deixando as lágrimas correrem silenciosas.

A frase "decidi reatar com a Filipa" ecoava em sua mente num loop torturante, rasgando seu coração.

O carro parou em frente à Mansão Soares.

O assistente abriu a porta para ela com polidez mecânica.

— Sra. Soares, chegamos.

Assim que Mafalda empurrou a porta de casa, Patrícia, que estava aplicando uma máscara facial no sofá, levantou-se num pulo, cheia de expectativas.

— Mafalda, já voltou? O que o Diretor Gama disse? Quando vai ser o...

Ela interrompeu a frase ao ver o rosto inchado de choro da filha.

Arrancou a máscara do rosto e correu até ela.

— O que aconteceu?

Mafalda desabou nos braços da mãe, chorando alto.

— Mãe, o Augusto disse que acabou tudo...

— O quê?

Os olhos de Patrícia quase saltaram das órbitas.

— Como assim? Vocês brigaram?

— Ele disse que gosta da Filipa e que vai voltar para ela...

A voz de Mafalda saía entre soluços.

— E ainda me proibiu de aparecer na frente dela para sempre...

— Filipa?

Patrícia não conseguia acreditar no que ouvia.

— O Augusto gosta da Filipa? Mafalda, você ouviu direito? Ele não detestava a Filipa? Ele sempre defendeu você!

Como não explodir de ódio?

— Mãe, o que eu faço? O Augusto está decidido, nem o bebê fez ele mudar de ideia...

Mafalda chorava convulsivamente.

— Mafalda, acalme-se.

Patrícia apertou a mão da filha, um brilho perverso nos olhos.

— Enquanto houver vida, há esperança. Eu não vou deixar aquela atrevida cantar vitória! Ela acha que vai pisar em nós para subir na vida? Sonha! Fique tranquila, a mamãe tem os seus meios para acabar com a reputação dela!

À noite.

Filipa marcou um encontro com Rosa em um bar sofisticado no centro da cidade.

Rosa chegou esbaforida.

Pensou que algo grave tivesse acontecido com Filipa, pois a amiga detestava lugares barulhentos e nunca a chamava para ir ali.

Rosa empurrou a porta do camarote reservado e viu Filipa sentada num canto, bebendo suco silenciosamente.

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