O assistente demonstrou constrangimento e afastou delicadamente a mão dela.
— Sra. Soares, esses são assuntos pessoais do Diretor Gama, não me cabe comentar. Já está tarde, por favor, entre no carro.
Vendo que o assistente não cederia, Mafalda entrou no veículo, derrotada e sem alma.
Durante todo o trajeto, ela encostou a testa no vidro, deixando as lágrimas correrem silenciosas.
A frase "decidi reatar com a Filipa" ecoava em sua mente num loop torturante, rasgando seu coração.
O carro parou em frente à Mansão Soares.
O assistente abriu a porta para ela com polidez mecânica.
— Sra. Soares, chegamos.
Assim que Mafalda empurrou a porta de casa, Patrícia, que estava aplicando uma máscara facial no sofá, levantou-se num pulo, cheia de expectativas.
— Mafalda, já voltou? O que o Diretor Gama disse? Quando vai ser o...
Ela interrompeu a frase ao ver o rosto inchado de choro da filha.
Arrancou a máscara do rosto e correu até ela.
— O que aconteceu?
Mafalda desabou nos braços da mãe, chorando alto.
— Mãe, o Augusto disse que acabou tudo...
— O quê?
Os olhos de Patrícia quase saltaram das órbitas.
— Como assim? Vocês brigaram?
— Ele disse que gosta da Filipa e que vai voltar para ela...
A voz de Mafalda saía entre soluços.
— E ainda me proibiu de aparecer na frente dela para sempre...
— Filipa?
Patrícia não conseguia acreditar no que ouvia.
— O Augusto gosta da Filipa? Mafalda, você ouviu direito? Ele não detestava a Filipa? Ele sempre defendeu você!
Como não explodir de ódio?
— Mãe, o que eu faço? O Augusto está decidido, nem o bebê fez ele mudar de ideia...
Mafalda chorava convulsivamente.
— Mafalda, acalme-se.
Patrícia apertou a mão da filha, um brilho perverso nos olhos.
— Enquanto houver vida, há esperança. Eu não vou deixar aquela atrevida cantar vitória! Ela acha que vai pisar em nós para subir na vida? Sonha! Fique tranquila, a mamãe tem os seus meios para acabar com a reputação dela!
À noite.
Filipa marcou um encontro com Rosa em um bar sofisticado no centro da cidade.
Rosa chegou esbaforida.
Pensou que algo grave tivesse acontecido com Filipa, pois a amiga detestava lugares barulhentos e nunca a chamava para ir ali.
Rosa empurrou a porta do camarote reservado e viu Filipa sentada num canto, bebendo suco silenciosamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Divórcio é uma Declaração de Guerra
Espero que ela conte sobre o irmão dele kkkk quero ver a cara de babaca dele kkk...
Até o momento gostando...mas, podia ser nãos curto....