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Meu Divórcio é uma Declaração de Guerra romance Capítulo 360

Sebastião bufou e não fez mais perguntas.

Quando Patrícia passou pela sala com as compras, olhou de relance para a figura do marido jogado no sofá.

O cabelo cada vez mais ralo, a barriga estufada parecendo uma gravidez de cinco ou seis meses, e os dentes amarelados enquanto bebericava o chá fazendo barulho... tudo aquilo a fez sentir um nojo crescente.

Ela escondeu seus pensamentos e entrou na cozinha.

Enquanto cozia, as imagens da academia passavam incontrolavelmente em sua mente.

A sensação do peitoral firme de Marcos roçando em suas costas, as orientações sussurradas ao pé do ouvido, e aquela musculatura impressionante...

Quanto mais pensava, mais se distraía, até que o cheiro de queimado invadiu seu nariz e ela percebeu assustada que a comida na panela havia esturricado.

Enquanto isso.

Na Biotecnologia NOVA.

Filipa e Oliver almoçavam juntos no refeitório dos funcionários.

Os dois conversavam sobre curiosidades do trabalho, num clima leve e harmonioso.

Nesse momento, a tela do celular sobre a mesa acendeu.

Marcos enviou uma mensagem.

[Morde a isca.]

Três palavras curtas que fizeram um brilho gélido cruzar rapidamente o olhar de Filipa.

Já que a lei não podia punir Patrícia e Sebastião...

E já que Augusto estava determinado a protegê-los...

Então ela usaria seus próprios métodos para fazê-los pagar!

Sem mudar a expressão, ela transferiu 50 mil via Pix e digitou a resposta com a ponta dos dedos.

[Bom trabalho. O restante será transferido após a conclusão.]

Após enviar, ela apagou o histórico da conversa com agilidade e virou o celular para baixo na mesa.

Como se nada daquilo tivesse acontecido.

No dia seguinte.

Patrícia se arrumou com esmero e preparou-se para sair cedo para as compras, parecendo radiante.

Ela fingiu recato.

— O que vamos treinar hoje?

Marcos a guiou, com familiaridade, para aquela área de fitness mais reservada.

— Hoje vamos focar em esculpir as curvas dos glúteos.

Marcos posicionou-se no colchonete indicando a postura, e Patrícia obedeceu.

Durante a orientação, a mão de Marcos pousou com extrema naturalidade na parte externa da coxa dela, pressionando levemente para indicar onde fazer força.

— Isso, exatamente assim, desça a lombar, force o glúteo...

O toque quente dele através do tecido fino era nítido. O corpo de Patrícia enrijeceu instantaneamente, e sua respiração tornou-se incontrolavelmente quente e ofegante.

Marcos parecia não perceber nada; sua mão continuava firme segurando a coxa dela, e sua voz grave soava como um feitiço ao pé do ouvido dela.

— Relaxe um pouco, sinta a contração do músculo... isso, desse jeito.

Naquele espaço fechado, a aura masculina e hormonal do jovem a envolvia completamente.

Patrícia sentiu que estava afundando passo a passo naquela armadilha suave, incapaz de sair.

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