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Meu Divórcio é uma Declaração de Guerra romance Capítulo 355

Filipa soltou-se da mão dele, um sorriso de escárnio surgindo em seus lábios.

— O Diretor Gama acha isso divertido?

— Estou falando sério.

A voz dele era grave, o tom estranhamente suave.

— No passado eu errei, te machuquei profundamente. Vou passar a vida inteira compensando esses erros.

— Não é necessário.

Ela recusou sem hesitar.

— Guarde essa compensação do Diretor Gama para a Mafalda, eu não preciso dela.

— Se é por causa da Mafalda, eu te garanto, de agora em diante ela nunca mais aparecerá no nosso mundo.

Olhando para a seriedade nos olhos dele, Filipa achou a situação ridícula.

Até agora, ele ainda achava que ela estava fazendo birra, que estava com ciúmes da Mafalda.

Ela o encarou diretamente e disse, pausadamente:

— Augusto, quantas vezes vou ter que repetir para você entender? O problema entre nós nunca foi apenas a Mafalda.

Ela respirou fundo, a voz sem qualquer oscilação, mas carregada de uma decisão inabalável.

— É que eu não te amo mais, e não aceito recomeçar com você!

Antigamente, ela o confundira com a pessoa de suas memórias e mergulhara de cabeça naquele casamento absurdo.

Quatro anos de frieza e mágoas já haviam consumido todo aquele sentimento.

No momento em que descobriu a verdade, ela se libertou completamente.

— Augusto, se você ainda preza o mínimo do que tivemos, divorcie-se, me deixe ir. Não me faça te odiar.

A voz dela era leve, mas cada palavra cortava como uma faca.

Ferindo o peito de Augusto.

Ele fixou o olhar nos olhos dela, tentando encontrar qualquer traço de mentira.

A garota que antes só tinha olhos para ele, como poderia deixar de amar tão de repente?

Mas o que ele via era apenas lucidez e determinação.

Irritado, ele tirou um cigarro do maço, acendendo-o com os dedos levemente trêmulos.

Do lado de fora da Mansão Antiga Gama.

As luzes dos caminhões de bombeiros e das ambulâncias se misturavam piscando.

A velha senhora já havia sido resgatada com segurança, e uma enfermeira media sua pressão.

Filipa correu até ela, a voz ainda carregada de susto.

— Vovó, a senhora está bem?

A idosa deu tapinhas leves na mão dela, a voz um pouco rouca.

— Não foi nada, só engoli um pouco de fumaça, a garganta está incomodando. A culpa é da Dona Laura que faz tempestade em copo d'água, incomodando vocês por tão pouco.

Augusto estava ao lado, perguntando com seriedade sobre a causa do incêndio.

Acontece que a avó estava rezando na capela e, num descuido, uma faísca da vela atingiu a toalha do altar, incendiando a cortina.

Felizmente, descobriram a tempo e não houve uma tragédia maior.

Ele franziu a testa e instruiu Dona Laura a designar alguém para vigiar as velas o tempo todo de agora em diante.

Os paramédicos fizeram um exame completo na velha senhora e, garantindo que não havia nada grave, foram embora.

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