Vinte minutos depois, a porta do camarote foi aberta abruptamente.
Henrique estava parado na entrada, em um terno escuro impecável, destoando completamente da atmosfera do local.
Ao ver sua própria irmã rindo e conversando com um homem estranho, e até estendendo a mão para tocar o peito dele, o canto de seu olho tremeu involuntariamente.
— Rosa, o que você está fazendo?
Rosa levantou a cabeça ao ouvir a voz e, vendo o irmão, recolheu o sorriso imediatamente.
— Mano, o que você está fazendo aqui?
Assim que as palavras saíram, ela se lembrou de que tinha sido ela mesma quem o chamara.
O arrependimento a invadiu instantaneamente.
Se soubesse que o modelo era para ela, jamais teria chamado o irmão.
— Tive uma reunião social aqui ao lado, entrei no camarote errado.
Henrique inventou uma desculpa sem mudar a expressão.
Seu olhar varreu casualmente Filipa, que estava sentada quieta ao lado.
Vendo que não havia ninguém junto a ela, sua expressão tensa relaxou um pouco.
— Já está tarde, vou levar vocês para casa.
O tom de Henrique era calmo, mas não admitia recusa.
Rosa olhou com pesar para o belo rapaz ao seu lado e resmungou baixinho:
— Mas ainda é tão cedo...
Filipa também tentou recusar educadamente:
— O Sr. Advogado Nobre não tem compromissos sociais? Nós podemos pegar um táxi.
— Não tem problema.
Henrique manteve a expressão inalterada.
— Eles podem esperar.
Na Família Nobre, a pessoa que Rosa mais temia e respeitava era esse irmão.
Vendo sua atitude resoluta, ela se levantou a contragosto.
Nesse momento, Filipa caminhou até o modelo chamado Marcos e pegou o celular.
— Vamos trocar WhatsApp?
O rapaz pareceu surpreso.
Ele nunca mantinha contato privado com clientes.
Mas, olhando para o rosto límpido de Filipa, bonita como uma deusa, ele aceitou prontamente e escaneou o código.
Parado na porta, Henrique viu toda a cena, e suas sobrancelhas se franziram levemente.
No início, Marcos achou que a bela cliente fosse apenas introvertida.
Mas, como isso se repetiu por vários dias, ele começou a ficar intrigado.
Para ser o número um nesse ramo, ele naturalmente era inteligente.
Naquela noite, aproveitando uma pausa na música, ele não resistiu e sondou:
— Senhorita, você vem me ver todos os dias, mas só conversamos... Você quer namorar, ou... tem algum outro motivo?
Filipa tomou um gole de suco, um sorriso leve surgindo em seus lábios.
— Eu procuro você, de fato, por outro motivo.
Enquanto isso, no escritório da presidência do Grupo Aeternum.
Desde que a guerra comercial cessou, os negócios da empresa estavam voltando ao normal.
Enzo desviou a atenção do trabalho, seu olhar caindo involuntariamente sobre aquele copo de cerâmica torto.
Desde a última vez, quando Filipa deixou clara sua posição no escritório...
Ele vinha se contendo, evitando perturbá-la, com medo de causar aversão nela.
Após um longo silêncio, ele finalmente perguntou:
— O que ela... tem feito ultimamente?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Divórcio é uma Declaração de Guerra
Espero que ela conte sobre o irmão dele kkkk quero ver a cara de babaca dele kkk...
Até o momento gostando...mas, podia ser nãos curto....