— Gostou?
O tom de Augusto era neutro.
— Sim!
Mafalda assentiu vigorosamente.
— Esta mansão já foi transferida para o seu nome.
— Ah? Mas... por que assim, de repente...?
Mafalda fingiu timidez, o rosto corando e o coração batendo descompassado.
Ela imaginou que aquele seria o ninho de amor deles, esperando ansiosamente pelo pedido de casamento que viria a seguir.
Porém, as próximas palavras de Augusto foram como um balde de água gelada.
— A casa é sua. Além disso, vou depositar dez milhões de reais na sua conta. A partir de hoje, tudo entre nós está acabado.
O sorriso de Mafalda congelou. Ela arregalou os olhos, incrédula.
— Aug... Augusto? O que você quer dizer com isso?
— Eu decidi reatar com a Filipa.
A notícia caiu como um raio sobre a cabeça de Mafalda.
Descontrolada, ela agarrou o braço dele, a voz trêmula.
— Você não a odiava?! Foi a velha que te obrigou? Ou ela usou algum truque sujo para te ameaçar?
Augusto soltou o braço com suavidade, mas com firmeza. Sua voz era calma, porém implacável.
— É uma decisão minha. Sei exatamente o que estou fazendo.
— E eu?
A voz de Mafalda transbordava indignação.
— O que nós tivemos não significou nada?
— Sinto muito. O que tive com você foi apenas responsabilidade. Já que você foi ao túmulo do meu irmão, deve saber que eu estava cumprindo um pedido dele.
Se não houvesse ninguém em seu coração, talvez ele tivesse se casado com ela, dedicando a vida a cumprir o desejo do irmão falecido.
Mesmo sem amor, a responsabilidade bastaria.
Mas, agora que havia alguém que ele não conseguia esquecer, não poderia continuar com aquilo.
— Mas nós temos um filho!
Mafalda desatou a chorar.
— Tenho compromissos. Vou indo. Alguém virá te levar para casa.
Dito isso, ele virou as costas e caminhou sem hesitar.
— Augusto! Não vá!
Mafalda correu atrás dele, chorando.
Mas, quando chegou ao portão, o motor já havia rugido.
O carro preto partiu como um vulto, desaparecendo rapidamente.
Ela tropeçou e caiu sentada na calçada, as lágrimas borrando sua visão.
Nesse momento, um Mercedes preto parou suavemente ao lado dela.
O assistente de Augusto desceu e falou com respeito profissional:
— Sra. Soares, o Diretor Gama ordenou que eu a levasse para casa. Por favor, entre.
— Por quê?
Mafalda levantou a cabeça bruscamente, agarrando o braço do assistente, perguntando quase em delírio.
— Por que o Augusto me descartou de repente? Você está sempre com ele, deve saber o motivo! Me fala! Foi aquela vadia da Filipa que falou mal de mim para ele?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Divórcio é uma Declaração de Guerra
Espero que ela conte sobre o irmão dele kkkk quero ver a cara de babaca dele kkk...
Até o momento gostando...mas, podia ser nãos curto....