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Meu Amor, Meu Traidor romance Capítulo 721

— Ah, neste mundo, nada é tão absoluto.

O homem apagou o charuto que queimava no cinzeiro.

A fumaça subiu em espirais enquanto ele se levantava e caminhava até Fernanda.

— Ou você me obedece e espera na mansão, ou sai agora mesmo e nossa colaboração termina aqui.

Sua voz fria era carregada de ameaça.

Fernanda não conseguiu mais dar um passo.

Ela não podia perder aquele bote salva-vidas que havia conseguido agarrar com tanto esforço.

Agora ela não tinha mais nenhum apoio ou recurso.

Se perdesse até mesmo esse último refúgio, estaria verdadeiramente sozinha e desamparada.

Depois de pensar por um longo tempo, rangendo os dentes, ela finalmente se sentou de novo no sofá.

Só então o homem pareceu satisfeito.

— Lembre-se, cada um de nós tem seus próprios interesses. Se você ousar arruinar meus planos, eu não a perdoarei.

Depois de dizer isso, o homem se virou e saiu.

Fernanda observou suas costas com um olhar venenoso.

Se não estivesse tão desamparada, como poderia cooperar com alguém que mal conhecia?

Mas ao pensar que Uriel logo viria procurá-la, seu coração se encheu de alegria.

Seu querido Uriel, ele com certeza gostava dela!

Quando o homem saiu da mansão, o motorista à porta abriu respeitosamente a porta do carro.

Ele entrou e se acomodou no banco de trás com naturalidade.

Depois que o motorista entrou, perguntou:

— Senhor, para onde vamos agora?

Ele pareceu se lembrar de algo, e seu semblante se suavizou.

— O voo dela chega esta noite. Preciso me preparar bem para recebê-la. Vamos primeiro ao shopping.

Ele precisava se arrumar.

O motorista assentiu, pisou no acelerador, e o carro logo desapareceu para além da mansão.

...

Naquela noite.

Bruna puxou Uriel para perto e o examinou de cima a baixo.

— Você se machucou?

O cabelo de Uriel estava um pouco bagunçado e, mesmo sem lenha na cozinha, ele conseguiu sujar o próprio rosto.

Bruna ficou bastante impressionada com a façanha.

Felizmente, Uriel não estava ferido, e Bruna relaxou visivelmente.

Ao olhar novamente para Uriel, havia um toque de resignação em seus olhos.

— Me diga, por que você, mesmo com amnésia, insiste em ir para a cozinha? Você ao menos sabe os passos para cozinhar?

Bruna olhou por cima da porta para a fumaça branca na cozinha e notou de imediato que o exaustor não estava ligado.

Ela ficou sem palavras. Tentou entrar, mas foi barrada por Uriel na porta.

— Não combinamos que você me orientaria à distância, sem entrar na cozinha?

Uriel era teimoso, e Bruna cedeu.

Recuando o pé que já estava a caminho da cozinha, ela apontou para o exaustor.

— Primeiro, ligue aquilo.

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