A mãe de Lizete conversou mais um pouco com Uriel e Bruna antes de ir embora com a filha.
Uriel segurou a mão de Bruna enquanto saíam do hospital.
Com o tempo que passaram juntos, a relação entre eles havia se tornado gradualmente mais íntima.
Os olhos de Bruna se fixavam repetidamente nos pés de Uriel.
Embora ele estivesse se recuperando, uma lesão grave leva tempo para sarar completamente, e ela sempre se preocupava que pudesse deixar sequelas.
Uriel percebeu o olhar de Bruna e falou, com um tom divertido.
— Já estou bem, não se preocupe.
Ele até balançou a perna para mostrar a Bruna que seu pé estava bom.
Bruna sorriu e deu um tapinha na perna de Uriel.
— Ainda assim, tome cuidado. Se não nos cuidarmos quando jovens, teremos problemas na velhice.
Essas palavras, tão calorosas e típicas de um casal, aqueceram o coração de Uriel.
Ele sorriu e concordou.
Eles diminuíram o passo, caminhando lentamente para fora.
Como ainda era cedo e fazia tempo que não saíam, decidiram passear um pouco antes de voltar.
Bruna perguntou a Uriel se havia algum lugar que ele gostaria de ir.
Uriel pensou um pouco e perguntou a ela: — Onde costumávamos ter nossos encontros?
Bruna pensou um pouco e levou Uriel a uma área com várias barracas de comida de rua ali perto.
Uriel franziu a testa ao olhar para o local.
Havia muita gente.
Ele não gostava muito disso.
Bruna apontou para uma barraca de peixe assado e disse a Uriel: — Você me trouxe aqui uma vez. O peixe assado deles é delicioso.
Uriel então se juntou a Bruna em uma mesa na barraca de peixe.
Sentados nas mesas e cadeiras dispostas na calçada, podiam sentir o barulho da rua e a atmosfera vibrante e popular.
O peixe assado não demorou a chegar.
Bruna pediu dois peixes, um picante e outro ao alho.
Uriel pegou e bebeu um grande gole, só então sentindo a boca menos em chamas.
Bruna o observava com um sorriso.
— E então, Sr. Braga, lembrou-se de alguma coisa?
Sua voz tinha um tom de provocação.
Uriel ficou um pouco sem graça com o olhar dela.
Ele não se lembrava de nada; toda a sua atenção estava concentrada na boca.
Ele balançou a cabeça negativamente.
Bruna empurrou o prato de peixe ao alho na direção de Uriel.
— Certo, não precisa se forçar a comer o que não gosta. A recuperação da sua memória não é uma corrida. Desde que estejamos juntos, um dia você se lembrará.
E mesmo que não se lembre, tudo bem, contanto que você continue ao meu lado.
Bruna completou a frase em seus pensamentos.
Uriel ergueu os olhos para o rosto sorridente de Bruna e parou.

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