(Ponto de vista de Grace)
Meu corpo inteiro congelou.
Parecia que algo tinha entrado em mim e rasgado tudo o que eu achava que sabia sobre prazer e sobre mim mesma.
— Porra. — A palavra escapou dos meus lábios quando minha cabeça caiu para trás contra o travesseiro, a coluna arqueando levemente. Minhas coxas tremeram, e todos os músculos do meu abdômen se contraíram com força, como se eu estivesse queimando de dentro para fora.
Ele parou acima de mim. Aquele homem lindo e indecifrável franziu levemente a testa, como se algo inesperado tivesse acabado de se encaixar.
— Você é virgem? — Perguntou, a voz baixa.
Eu encarei para cima, a visão um pouco turva, piscando para conter as lágrimas que se acumulavam nos meus olhos. Eu não sabia se eram pelo estiramento ou pela súbita onda de prazer.
E que tipo de pergunta era aquela? Por que diabos ele estava perguntando isso enquanto ainda estava dentro de mim, com os dedos ainda presos naquele ponto que fazia meu corpo me trair mais a cada segundo?
Eu estava envergonhada demais para responder, mas sabia que ele não iria continuar se eu não o fizesse.
— E-eu não sou virgem. — Sussurrei, minha voz quase inaudível.
Ele inclinou a cabeça, os olhos se estreitando com uma mistura de curiosidade e desejo, como se não estivesse totalmente convencido. A voz dele caiu para um murmúrio baixo, mais para si mesmo do que para mim.
— Se você não é virgem, então por que ainda é tão apertada assim? Quão pequenos eram os homens com quem você esteve?
Esse homem era tão direto, tão brutalmente honesto. O calor explodiu no meu rosto. Minha boca se abriu, mas nenhuma palavra saiu, porque eu não podia negar o que ele dizia.
Charles nunca tinha me feito sentir nada parecido com aquilo. E agora, mesmo sendo apenas um sonho, aquele sonho era melhor do que qualquer experiência real que eu já tinha tido.
Meus olhos se arregalaram quando ele se moveu de novo. Ele recuou lentamente, e por um segundo achei que talvez tivesse acabado. Mas então ele avançou mais fundo. Minhas mãos se fecharam com força nos lençóis.
— Mmmf!
Atingiu fundo… fundo demais. De um jeito que eu nem sabia que era possível.
Olhei para ele, atordoada, os lábios entreabertos em uma respiração trêmula. Os olhos dele se fixaram nos meus, e a fome ali fez meu estômago revirar.
— Porra. — Murmurou, quase para si mesmo. A voz estava baixa, áspera, tensa, como se estivesse segurando algo selvagem.
— Acho que não consigo mais ser paciente.
Só aquela frase fez meu corpo se contrair em torno dos dedos dele.
Mal tive tempo de perguntar o que ele queria dizer quando ele se retirou e estendeu a mão para o lado da cama. Levei um segundo para perceber que era uma gravata preta.
A mão dele segurou meus pulsos, guiando-os firmemente acima da minha cabeça enquanto me prendia sob o corpo dele. Então a coxa dele deslizou entre as minhas, pressionando com força suficiente para cortar minha respiração. Ela roçou no meu clitóris encharcado, enviando um choque pelo meu corpo. A pressão era enlouquecedora. Um gemido baixo escapou antes que eu pudesse impedir, meus quadris se movendo contra ele por instinto, desesperados por mais.
Ele guiou minhas mãos até a cabeceira da cama, passando a gravata pelas ripas e prendendo meus pulsos acima de mim. Não estava apertado demais, apenas o suficiente para me manter imóvel.
— O que você está fazendo? — Comecei a perguntar, sem fôlego, mas não terminei.
Porque ele se ajoelhou entre minhas pernas, as mãos fortes deslizando pelas minhas coxas. Então ele me abriu como um livro.
— Fique parada.
Corei, o coração batendo tão alto que eu podia ouvi-lo nos ouvidos.
— Espera, você está falando sério… — Minha voz falhou quando senti a respiração dele em mim.
— Isso é sujo—
Antes que eu pudesse terminar o pensamento, ele me lambeu.



VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Me Satisfaça, Daddy
História muito boa, me prendendo em casa capítulo.amando...