(Ponto de vista de Apollo)
Eu não era o tipo de homem que agia por impulso. Quando tomava uma decisão, eu me mantinha firme. Eu tinha minhas regras, e uma delas era nunca dormir com uma mulher sem proteção.
Olhei para a mulher mais jovem deitada na minha cama. Vinte e três anos? Eu era dezessete anos mais velho. A diferença de idade era grande. Em qualquer outro dia, talvez eu a tivesse ignorado. Mas naquela noite, com a pele corada e os lábios entreabertos, meu pau pulsava com um tipo de fome que eu não sentia havia muito tempo.
— Eu não faço nada sem sobriedade. — Disse, com a voz baixa, apoiando as mãos de cada lado dela, cercando-a sem tocá-la.
— Eu tenho o seu consentimento?
Ela assentiu, toda a ousadia e confiança de antes evaporando sob o meu olhar.
— Use palavras. — Ordenei, mais firme.
— Sim. — Ela sussurrou.
— Sim, você tem.
Maldição. Ela parecia tão delicada, tão absurdamente inocente. Como uma flor. E ali estava eu, me sentindo uma besta mal contida, pronto para destruí-la. Eu nem sabia que era capaz de sentir impaciência.
— Esta noite não significa nada. — Disse em voz baixa.
— Vai ser algo único. Não crie expectativas, muito menos sobre engravidar de mim. Se eu descobrir que você está tentando me prender porque meu pai te colocou nisso, eu acabo com você.
— Para ser justo — acrescentei — vou aumentar o valor que meu pai prometeu pagar.
Ela piscou, confusa por um instante, depois assentiu de novo.
— Fechado. E-eu… você já terminou? Por favor… pode me tocar agora? — O tom dela era suplicante, desesperado de um jeito que fez outra onda de calor atravessar meu corpo. Ela se inclinou na direção da minha boca, claramente tentando me beijar.
— Não. — Adverti friamente.
— Tente me beijar e isso acaba. Ficou claro?
Ela se encolheu, como se eu tivesse lhe dado um tapa.
— Sim, senhor.
Senhor?
Ergui uma sobrancelha.
Muita gente já tinha me chamado assim antes, mas havia algo diferente na forma como aquela palavra saiu dos lábios dela. Havia uma aspereza crua na voz, como se submissão tivesse um gosto doce para ela.
Meu olhar percorreu o corpo dela, parando na lingerie grudada às curvas. Ela fazia exatamente o que devia fazer: tornava-a pecaminosamente irresistível. Mas naquele momento, estava no meu caminho. Com um puxão seco, arranquei o sutiã para baixo.
Os seios dela saltaram para fora, macios, cheios, empinados. Só a visão fez meu pau se contrair de novo.
Observei o rosto dela, as bochechas coradas de um vermelho intenso, os olhos desviando antes de tentar me encarar outra vez. Ela estava envergonhada, e ao mesmo tempo excitada.
Ela queria que eu a visse assim.
Sorri de canto e levei o polegar até um dos mamilos, pressionando-o. Ela arfou, os olhos se arregalando quando o ponto sensível endureceu instantaneamente sob meu toque.
Aproximei-me, deixando minha respiração roçar o pescoço dela, depois a orelha.
— Isso te excita? — Rosnei, repetindo exatamente as palavras que ela havia ousado me dizer antes.
Ela ergueu o olhar para mim, tentando falar, mas as palavras não saíram.
Continuei.
— Você sente prazer com a ideia de ser controlada na cama? Hmm? É isso que você quer? — Meus lábios pairaram sobre o rosto dela.
— Vibe de baby girl, é isso? Quer que eu te chame de baby girl?
— E-eu… nnhg— — Ela gemeu, arqueando o corpo quando belisquei o mamilo de novo, dessa vez um pouco mais forte. O corpo inteiro dela estremeceu.
Ela reagia a tudo. Aquilo me deixava louco.
Deixei minha mão descer, evitando de propósito o ponto que ela mais desejava. Meus dedos roçaram a parte interna da coxa, parando antes da vagina. Ela se sobressaltou, os quadris se erguendo por instinto, mordendo o lábio com mais força.
Meus olhos voltaram para a boca dela. Se ela continuasse assim, eu quebraria uma das minhas regras e provaria aqueles lábios.
— Nenhum homem nunca te satisfez de verdade? — Perguntei.
Os olhos dela se abriram, vidrados de desejo. Minha mão se aproximou mais da vagina dela.
— Por favor… por favor…
Ergui uma sobrancelha.
— Por favor o quê? O que exatamente você está implorando?
O corpo dela se arqueou quando meu dedo finalmente roçou de leve a vagina.
— Oh… meu Deus. — Ela arfou, a voz falhando como se não esperasse que o prazer fosse atingir daquele jeito.
Interessante.
Ela era ainda mais sensível do que eu imaginava. Aquilo me deixou curioso.
Por quanto tempo ela continuaria assim se eu a mantivesse na minha cama, fodendo com ela todos os dias? Quantas vezes eu conseguiria fazê-la gozar em uma única noite?
Pena que eu nunca ficava com mulheres por mais de uma noite.
— Por favor… por favor, daddy, coloca dentro.
Ah, porra.
Eu não pretendia ceder ainda, mas meu corpo se moveu antes que meu cérebro acompanhasse.
Meu dedo deslizou para dentro dela, e ela arfou de novo, os olhos se abrindo, a boca entreaberta como se eu tivesse acabado de lhe dar o primeiro gosto do paraíso.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Me Satisfaça, Daddy
História muito boa, me prendendo em casa capítulo.amando...