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Me Satisfaça, Daddy romance Capítulo 177

Ponto de vista de Grace.

Jones?

Por que esse nome me soava tão familiar? Eu já tinha escutado ele antes. Congelei por um instante, e de repente a voz da enfermeira no hospital ecoou com clareza na minha mente:

"A família Jones é a segunda mais rica do país, logo atrás dos Reeds, é claro. O Senhor Ryan Jones é o filho mais velho e o herdeiro."

Meus olhos se arregalaram antes que eu pudesse me conter. A lembrança daquele dia passou como um flash pela minha cabeça, e minha boca se moveu bem antes que meu cérebro pudesse processar. Ergui a mão, apontando diretamente para o homem que relaxava do outro lado da sala.

— Ah! — Soltei, sem pensar.

— Você é o irmão mais novo daquele homem louco.

As palavras ficaram soltas no ar, e a sala mergulhou em um silêncio sepulcral.

Imediatamente tampei a boca com a mão, sentindo meu coração despencar direto para o estômago.

Que droga. O que havia de errado comigo esta manhã? Eu ainda estava abalada por ter descoberto sobre a falência de Charles, ou era a suspeita persistente de que Apollo pudesse estar por trás da ruína dele? De qualquer forma, minha boca tinha claramente cortado conexões com o meu cérebro.

Absolutamente cada pessoa naquela sala me encarava como se eu tivesse perdido o juízo.

O olhar de Apollo se afiou instantaneamente; seus olhos se estreitaram ao se fixarem em mim, como se me perguntassem silenciosamente onde, como e por que eu tinha conhecido o irmão mais velho dos Jones. Tossiu sem jeito e virei o rosto para o lado, achando o padrão do piso subitamente fascinante. Por que ele estava me olhando daquele jeito, como se eu tivesse acabado de confessar um crime imperdoável?

Eu só tinha conhecido o irmão mais velho no hospital enquanto cuidava da criança envolvida no incidente. Foi só isso. E não importava o que Apollo estivesse pensando, era impossível; não havia a menor chance de eu ter qualquer tipo de envolvimento com alguém da família Jones.

Só de pensar nisso, minha pele repuxava. Havia algo profundamente incômodo naquela ideia, algo que despertava uma repulsa estranha e instintiva no fundo da minha mente. Eu não conseguia me imaginar com o irmão mais velho, e muito menos com este aqui.

Olhei de relance para frente, apenas para encontrar Theodore Jones sorrindo ainda mais do que antes. Seu sorriso era lento, irônico, como se ele estivesse se divertindo excessivamente com o caos.

Ótimo.

Não bastasse a situação toda ser confusa, aquele homem bem na minha frente era o "crush" supremo de Eleanor e Liana. Não admira que ele parecesse familiar. O rosto dele cobria quase todas as paredes dos quartos delas. Ele estava em toda parte: filmes, outdoors, entrevistas. Era o ator do momento, aquele por quem todo mundo parecia obcecado.

Ao perceber que eu finalmente o encarava direito, Theodore inclinou a cabeça e falou com extrema suavidade:

— Senhorita Grace, é um prazer finalmente conhecê-la. Eu já estava começando a achar que não teria a oportunidade.

Ergui uma sobrancelha, confusa.

Finalmente me conhecer? Por que ele iria querer me conhecer? Não respondi, ainda tentando processar o que estava acontecendo.

Ele não pareceu se importar com o meu silêncio. Seu sorriso de canto se aprofundou quando continuou:

— Deixe-me adivinhar: você é uma fã, certo? — Ele fez um gesto casual com a mão, como se estivesse me concedendo uma permissão real.

— Não se preocupe, pode olhar o quanto quiser. Eu nunca nego a uma fã o direito de me admirar.

Pisquei para ele, completamente pasma. De que diabos ele estava falando?

Abri a boca para corrigi-lo, mas, de repente, senti uma pressão cortante nas minhas costas, como se o olhar de alguém estivesse perfurando a minha espinha. Parei e engoli em seco.

Por que parecia que alguém atrás de mim estava lançando adagas direto contra mim?

Virei-me lentamente.

No momento em que o fiz, soube que meus instintos não tinham falhado. Apollo estava encarando, mas não a mim.

Ele estava olhando fixamente para Theodore.

O olhar dele era tão sombrio, tão gélido, que meu corpo inteiro ficou rígido. Eu não sabia se devia me mexer, respirar ou fingir ser uma estátua. O ar ao redor dele parecia pesado, perigoso de uma forma que eu só havia presenciado pouquíssimas vezes antes. Era o tipo de expressão que dispensava palavras para avisar que alguém tinha cruzado uma linha invisível.

Theodore notou a mudança.

Ele inclinou a cabeça ligeiramente, sustentando o olhar de Apollo, e então deu de ombros com um sorriso de escárnio nos lábios, como se não se importasse ou, pior, como se não visse Apollo como uma ameaça.

Será que ele era louco?

Por um segundo, quase tive vontade de aplaudi-lo pela coragem. Ou pela estupidez. Eu ainda não tinha decidido qual das duas era.

A voz de Apollo cortou a sala.

— Genesis — disse ele, sem desviar os olhos de Theodore por um milésimo de segundo —, me diga por que você decidiu ordenar que Chase a trouxesse aqui.

Finalmente desviei os olhos daquele confronto silencioso e me voltei para Genesis.

Ela parecia entretida. Na verdade, não; ela parecia maravilhada. Estava recostada em sua cadeira com um sorriso radiante no rosto, segurando casualmente um balde de pipoca como se estivesse assistindo a uma estreia no cinema, e não sentada em uma sala de conferências repleta de pessoas influentes. Para a vice-presidente da empresa, ela estava perturbadoramente relaxada.

Genesis jogou uma pipoca na boca antes de responder.

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