Ponto de vista de Grace.
— Ah, como você ainda consegue estar tão apertada estando encharcada? — Apollo rosnou, a voz falhando de prazer. Senti o latejar do seu pau dentro de mim, pulsando tão fundo que eu mal conseguia respirar.
Minha testa permaneceu pressionada contra o peito dele, meu corpo todo tremendo incontrolavelmente. O perfume dele preenchia meus pulmões, se misturando ao calor entre minhas pernas. Ele estava enterrado bem fundo dentro de mim, ainda pressionando aquele ponto perfeito, aquele que ele sempre encontrava facilmente. Era como se ele conhecesse meu corpo melhor do que eu mesma.
Mordi meu lábio com força, tentando prender os gemidos que subiam pela minha garganta. Ainda estávamos no maldito carro. Austin ainda estava dirigindo. E embora a divisória estivesse erguida, eu não conseguia ignorar totalmente a realidade.
Apollo não tolerava o silêncio.
Ele agarrou minha cintura de repente, com as mãos firmes, e me ergueu. O ar frio me atingiu por um microssegundo antes de ele me golpear de volta para baixo em seu pau. Engasguei com um grito, meus olhos se arregalando em choque e num prazer cegante. A força da estocada fez minha visão embaçar.
Gemi, alto o suficiente para que o constrangimento me atravessasse antes que o prazer o afogasse.
— Apollo! — Lágrimas brilharam nos cantos dos meus olhos pela intensidade do momento.
Ele se inclinou no meu ouvido, o hálito quente contra minha pele.
— Gema.
Um calafrio me rasgou.
— O carro é à prova de som. — Ele murmurou, a voz baixa e autoritária.
— Então não esconda seus gemidos. Me deixe ouvir o quão bem você se sente.
Tremi ainda mais, meu corpo todo em chamas. Mesmo que o carro não fosse totalmente à prova de som, Austin certamente soube no segundo em que Apollo ergueu a divisória. Ele sabia o que estávamos fazendo no carro, e o pensamento não me deixava confortável. Mas, apesar da mortificação revirando meu estômago, meu corpo estava vencendo essa batalha. O desejo era mais alto que meu orgulho.
Engoli em seco, assentindo fracamente.
— S-sim...
Minha voz estava sem fôlego, e no segundo em que falei, o aperto de Apollo aumentou. Ele girou os quadris para cima.
Arfei, meu corpo inteiro dando um solavanco enquanto ele pressionava a parte mais sensível de mim novamente. Minhas mãos puxavam inutilmente a gravata, os pulsos ardendo, desesperada para segurá-lo, mas incapaz de me mover.
Ele manteve uma mão na minha cintura, a outra subindo pela minha espinha, me ancorando enquanto empurrava mais fundo.
— Boa garota.
O elogio me atingiu com mais força do que as estocadas. Minhas paredes se fecharam ao redor dele com tanta força que o ouvi rosnar contra o meu pescoço.
— Porra, Grace. — Ele sibilou.
— Você é tão gostosa e quente em volta do meu pau.
Senti como se meu corpo estivesse se despedaçando de tanto tremer. O prazer corria por mim, espalhando-se do estômago ao peito, descendo pelos membros.
Mordi o lábio novamente, mas ele percebeu imediatamente. Ele não disse uma palavra desta vez, mas, no segundo seguinte, seu polegar estava pressionando meu clitóris.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Me Satisfaça, Daddy
História muito boa, me prendendo em casa capítulo.amando...