Ponto de vista de Grace.
Engoli em seco, minha garganta apertando enquanto eu olhava para ele. Eu nem sabia como responder àquela pergunta, não era minha culpa. Ele era quem tinha colocado o vibrador no nível máximo; ele era quem sabia exatamente quando me empurrar para o abismo com a boca. Ele era o especialista ali.
E eu sequer sabia que era capaz de esguichar.
Sempre que ouvia outras mulheres se gabarem de como a sensação era incrível, eu achava que estavam exagerando. Que esse tipo de coisa acontecia com elas, não comigo. No entanto, aqui estava eu, ainda tremendo após algo que eu nunca sequer acreditei ser possível.
— Vamos fazer um experimento, senhorita Grace? — A voz grave dele me tirou do transe. Meus olhos dispararam para o seu rosto; aqueles olhos avelã, agora mais escuros, fixos em mim com uma intensidade que tornava difícil respirar.
Pisquei. Por que isso parecia uma pergunta capciosa e perigosa? Seria porque eu conhecia aquele olhar? Eu sabia quando ele estava além do autocontrole, e este era um daqueles momentos.
Apollo Reed tinha olhos de predador.
Será que me ver esguichar realmente o deixou tão excitado assim?
Tudo no meu corpo gritava para eu não responder, para manter os lábios fechados e não dar a esse homem o que ele estava pescando. Mas minha boca me traiu. Meus lábios se moveram antes que eu pudesse detê-los.
— Que experimento? — Sussurrei.
Apollo inclinou-se mais, sua altura me forçando contra o assento como se ele estivesse determinado a me enjaular. Seu rosto pairava a poucos centímetros do meu, o hálito quente contra meus lábios. Sua mão deslizou entre minhas coxas, me abrindo ainda mais. Ofeguei quando senti algo duro pressionar contra mim.
Meus olhos se arregalaram em choque. O quão duro ele estava?
Mesmo através das camadas de suas roupas, eu podia sentir a pressão espessa do seu pau contra a minha intimidade nua e encharcada. Não estava dentro de mim, mas estava ali, ameaçando entrar se recebesse uma chance. E eu sabia que, se ele abrisse o zíper e empurrasse, em poucos segundos eu começaria a gemer loucamente.
O instinto me fez tentar olhar para baixo, desesperada para ver, mas a mão dele disparou, segurando meu queixo e forçando meu olhar de volta para o dele. Seu aperto era forte, lembrando-me exatamente de quem estava no controle.
— Vamos ver se consigo fazer você esguichar de novo, princesa. — Murmurou ele.
— Mas desta vez, por todo o meu pau.
As palavras dispararam através de mim, meu corpo retesando com um desejo desesperado por ele. O calor se acumulou no fundo do meu ventre, minhas coxas tremiam enquanto meu rosto ardia. Eu quase podia sentir o pau dele me alargando, me preenchendo, estocando repetidamente até eu esquecer como se caminha.
Ah, eu queria. Deus, eu queria tanto que mal conseguia respirar. Meu corpo doía por ele. Mas se eu ficasse ali e deixasse que ele continuasse me fodendo naquele lugar, todos do lado de fora saberiam exatamente o que estávamos fazendo.
Eles não precisavam saber que eu tinha acabado de esguichar no rosto do meu chefe.
Eu ainda estava presa na guerra entre o desejo e a razão quando o telefone sobre a mesa tocou. O som agudo me fez sobressaltar, meu olhar disparando em direção a ele.
Era o telefone dele, mas Apollo nem sequer olhou. Não parecia nem um pouco interessado; seus olhos continuavam travados em mim.
Engoli em seco. Se eu desse permissão para esse homem me tomar aqui, sabia que ele não pararia até estar satisfeito, e quando finalmente me deixasse sair, eu estaria mancando como uma boba.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Me Satisfaça, Daddy
História muito boa, me prendendo em casa capítulo.amando...