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Me Satisfaça, Daddy romance Capítulo 104

Ponto de vista de Apollo.

No momento em que as portas se abriram, meus olhos pousaram na mão de Chase.

Ele ainda segurava a de Grace, com o peito subindo e descendo como se tivesse acabado de correr uma maratona. Ele suspirou de alívio e ainda teve a audácia de sorrir, como se estivesse orgulhoso de tê-la arrastado para cá bem a tempo, antes de a reunião começar.

Ele franziu as sobrancelhas, os dedos tremendo.

— Hmm? Por que sinto que tem alguém me fuzilando com o olhar? — Murmurou ele baixinho, coçando a nuca. Ele olhou ao redor da sala, até que seu olhar encontrou o meu.

Seus olhos se arregalaram e ele soltou a mão de Grace instantaneamente, como se segurá-la por mais um segundo fosse lhe custar a vida.

Homem inteligente.

Era por isso que eu ainda o mantinha por perto; apesar de tudo, ele sabia quando agir, quando recuar e quando parar antes de cruzar uma linha da qual não poderia retornar.

Grace piscou para ele, confusa, antes de seus olhos se voltarem para mim. E no momento em que seu olhar encontrou o meu, o restante da sala deixou de existir.

Recostei-me na cadeira, mantendo o rosto ilegível, mas meus olhos percorreram o corpo dela, pregando-a exatamente onde estava.

Há pouco tempo, eu não me reconheceria. Ir ao refeitório, para começar, era algo fora do meu personagem. Mas comprar aquele brinquedo, deslizá-lo para dentro dela e ligá-lo enquanto ela estava ali, cercada por dezenas de funcionários, foi imprudente e indulgente. Um completo desperdício de tempo para os meus padrões habituais. Eu não sairia do meu caminho apenas para ver alguém se contorcer.

Mas eu saí.

E, porra, eu não negaria que valeu a pena. Valeu cada segundo a ver lutar para manter a compostura, sabendo que, por trás da máscara que ela usava, seu corpo me pertencia naquele momento. Essa satisfação não era algo que eu pudesse colocar facilmente em palavras. Mas eu me detive.

Ainda não sabia o porquê.

Eu poderia ter prolongado aquilo, poderia tê-la feito quebrar. Poderia ter assistido ao seu deslize, deixado que ela ofegasse, que implorasse com os olhos para que eu desligasse o aparelho. Teria sido tão fácil. Mas então vi a forma como ela estava se encolhendo, agarrando-se desesperadamente à própria sanidade na frente de centenas de funcionários. E, por alguma razão, foi ali que parei.

Uma das diretoras limpou a garganta com irritação.

— E então? Vai ficar parada aí o dia todo? Ou quer que esperemos você resolver se sentar?

Os olhos de Grace se desviaram dos meus, como se ela estivesse se arrancando de uma armadilha. Ela se voltou para a mulher que falara, balançando a cabeça rapidamente.

— C-claro que não. Peço desculpas pelo atraso.

Ela olhou para Chase, que fez um pequeno sinal para que ela o seguisse. Ambos se esgueiraram para os assentos de canto atrás dos diretores, afastados do centro, mas ainda visíveis. Ela se sentou, nervosa pra caralho, com a postura rígida.

Seus olhos voltaram aos meus antes de desviarem novamente. Era inútil, porque eu não me importava com o que ninguém supunha. Deixei meu olhar descansar nela, sem vergonha nenhuma.

Eu a imaginava como ela estivera no refeitório. O brinquedo enterrado dentro dela, zumbindo contra suas paredes. Suas coxas pressionadas, o rosto corado, tentando esconder o que só eu sabia. A maginei naquele exato assento, nua, o corpo tremendo, o brinquedo encharcado com seu desejo enquanto a arruinava na frente de todos eles.

Eu podia sentir o peso dos olhares dos diretores alternando entre ela e eu, imaginando por que o chefe deles estava encarando uma novata.

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