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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 68

Entrei novamente no quarto. Adrian estava conversando com Matteo e o médico sobre os medicamentos. Eu não tinha tempo para sutilezas ou protocolos médicos burocráticos.

— Dr. Luigi, precisamos conversar — interrompi. — Vamos remover o Adrian deste hospital agora. Prepare os documentos para a transferência para Milão.

O médico parou o que estava fazendo e me olhou como se eu estivesse louco.

— Sr. Capone, eu já expliquei. A remoção não é uma opção segura agora. O paciente acabou de sair de um estado crítico, os pulmões ainda estão frágeis por causa da fumaça e do impacto. Uma viagem dessas pode matá-lo.

— Eu não estou pedindo, doutor. Estou ordenando que o senhor dê início ao processo de remoção agora mesmo — falei, dando um passo à frente, invadindo o espaço pessoal dele.

— Mas isso é uma loucura! — ele tentou argumentar, a voz subindo de tom. — Precisamos de uma equipe especializada, de um médico que saiba exatamente os detalhes do caso para acompanhá-lo no voo, senão o risco de uma embolia ou parada respiratória é altíssimo!

— Então o senhor vai junto — determinei de forma fria.

O Dr. Luigi balançou a cabeça, nervoso.

— Eu não posso ir! Tenho outros pacientes, tenho minha vida aqui, minhas responsabilidades no hospital do vilarejo...

Minha paciência, que já era curta, evaporou. Em um movimento fluido, saquei minha arma e apontei diretamente para o peito dele. O médico ficou pálido instantaneamente, suas mãos subiram ao ar e tremiam visivelmente.

— Meu Deus, tenha misericórdia! — ele gaguejou, o suor frio escorrendo por sua testa.

— Eu não sou Deus para ter misericórdia, doutor — respondi, minha voz era um sussurro perigoso. — Então, se o senhor quiser viver para ver o sol se pôr amanhã, vai adiantar a remoção do meu irmão e vai se preparar para embarcar naquele avião conosco.

— Eu... eu vou ver o que posso fazer... — ele gaguejou, quase sem voz.

Aproximei-me dele, encostando o cano frio do metal na sua testa, bem entre os olhos. Vi a pupila dele dilatar de puro terror.

— Moretti?

— Sim — confirmei. — Um dos homens dele está aqui no vilarejo fazendo perguntas. Enzo confirmou a ligação. Nossos homens estão seguindo o sujeito.

— Por que não eliminamos ele logo de uma vez? — Adrian questionou, tentando se sentar, apesar do protesto do seu corpo.

— Porque não podemos chamar atenção — respondi, caminhando até a janela e olhando para a rua deserta abaixo. — Este vilarejo é pequeno, todo mundo se conhece. Qualquer tiro ou corpo encontrado será motivo de falatório e chamará as autoridades locais. Precisamos sair em silêncio. Não podemos começar uma guerra aqui dentro, e é exatamente isso que vai acontecer se o Moretti receber a confirmação de que você está vivo e desprotegido neste hospital.

Ficamos em silêncio por um momento, apenas aguardando o retorno do médico. O relógio na parede parecia marcar cada segundo com uma urgência ensurdecedora. Eu pensava em Milão, em Chiara e na segurança da minha mansão. O mundo estava tentando derrubar a Tríade, mas eles não sabiam que, quando nos encurralavam, nós nos tornávamos ainda mais letais.

— Matteo, ajude o Enzo com a logística lá fora — ordenei. — Eu fico aqui com o Adrian. Assim que o médico voltar, saímos pelos fundos.

A guerra estava batendo à porta, e eu não pretendia deixar que ela levasse nada que pertencesse a Tríade. Alessandro Moretti tinha acabado de assinar sua sentença de morte, e eu seria o carrasco.

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