— Irmão... eu tenho que admitir. Você está muito bem servido.
Olhei para ele com um olhar que teria matado um homem comum.
— Procure outro para encher o saco, Matteo. Agora.
— Calma, Don — ele riu, sem se intimidar. — Eu tinha uma noção, mas depois daquela foto... agora eu tenho certeza do porquê você escolheu a Chiara. Aquela mulher é um pecado ambulante.
— Meça suas palavras para falar dela — rosnei, a raiva começando a se misturar com a luxúria que a foto despertou.
— Estou falando com respeito, Massimo. Mas vamos ser sinceros: vai ser difícil outros homens não olharem para ela se ela resolver aparecer em público com um maiô ou um biquíni minúsculo daquele jeito.
— Eu arranco os olhos de qualquer um que olhar para a minha mulher com desejo — respondi, e não havia um pingo de brincadeira no meu tom. — Ela é minha. Cada centímetro.
Matteo suspirou, recostando-se na parede.
— Onde você conseguiu uma Chiara? Não tem uma dessas perdida por aí para mim também não?
— Eu sei bem o tipo de mulher que você gosta, Matteo — retruquei, guardando o celular no bolso. — E não é o tipo "comum" e com substância como a Chiara.
— E qual é o meu tipo, segundo o grande líder? — ele perguntou, arqueando uma sobrancelha.
— Você gosta de putas que não fazem perguntas ou de patricinhas mimadas que você pode descartar em uma semana. Você não quer compromisso, quer diversão.
— Não é bem assim... — ele tentou retrucar, mas eu o cortei.
— É exatamente assim. Até a nossa irmã sabe como nós três somos. Sofia sempre disse que somos homens promíscuos, devassos... e ela tem razão. Ou tinha. Pelo menos eu mudei. Eu me libertei dessa rotina e agora vou casar.
Matteo deu uma risada curta, pegando uma garrafa de água.
Olhei e vi Aurora gesticulando enquanto falava com a governanta. O que minha mãe estava fazendo lá? Continuei procurando e mudei para as câmeras da área externa. Quando a imagem da piscina carregou, eu parei.
Lá estavam elas. Chiara, Giulia e Sofia. Elas não estavam apenas tomando banho de piscina; estavam deitadas nas espreguiçadeiras, de bruços, com as bundas para cima recebendo o sol da tarde. Os biquínis e maiôs eram tão pequenos que pareciam meros detalhes. Havia taças de bebidas ao lado delas.
— Puta que pariu de novo, Massimo! — Matteo exclamou, os olhos colados na tela. — Quem é aquela delícia de cabelo rosa e biquíni branco?
— É a Giulia. A melhor amiga da Chiara — respondi entre dentes, sentindo uma vontade imensa de quebrar o celular.
— Você precisa me apresentar essa mulher — Matteo disse, hipnotizado pela imagem. — Olha só para isso. Elas estão fazendo uma festa particular na sua casa?
— Matteo — eu disse, num tom que o fez se afastar um passo. — Deixa a garota quieta. E para de olhar para a minha mulher antes que eu esqueça que somos como irmãos.
Fechei o aplicativo e guardei o celular. Chiara estava brincando com o fogo, e ela não perdia por esperar o meu retorno. Se ela queria atenção, ela teria. Mas não da forma que ela imaginava.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Massimo - A Obsessão do Don