POV: Chiara
O céu lá fora já tinha assumido um tom de azul profundo, quase negro, quando finalmente decidimos que era hora de sair da água. O dia tinha sido uma mistura inebriante de sol, risadas e muitos drinks. Aurora tinha se despedido um pouco mais cedo, alegando que precisava descansar e organizar algumas coisas em casa, mas Sofia, com seu espírito incansável, anunciou que passaria a noite ali na mansão conosco.
Eu sentia meu corpo leve, a mente ainda um pouco nublada pelo álcool e pela atmosfera de liberdade que se instalou na ausência de Massimo. Fui para o quarto dele e tomei um banho demorado. Deixei a água morna lavar o cloro e o sal da pele, mas o calor que sentia por dentro não ia embora.
Terminei o banho e me enrolei em uma toalha branca e felpuda. Sentei-me na beira da cama king-size, sentindo a maciez do edredom de seda sob mim, e peguei o celular. Meu coração deu um salto quando vi a tela: havia inúmeras ligações perdidas de Massimo. Inúmeras.
Soltei uma risadinha baixa, sentindo aquela coragem perigosa que só o whisky e o desejo conseguem fabricar. Eu sabia que ele tinha visto a foto. Sabia que ele devia estar possesso, ou excitado, ou os dois. Respirei fundo e digitei a primeira mensagem, sentindo meus dedos formigarem.
"Massimo, você está bem? Gostou da foto? Não me disse nada sobre... Ah! Quero que saiba que estou pensando em você..."
Não demorou nem cinco segundos. Logo abaixo do nome dele, a palavra “online” apareceu, e um frio gélido, mas excitante, percorreu minha espinha. A resposta veio rápida, curta e grossa, bem ao estilo dele.
"Você está bêbada, Chiara?"
Sorri para a tela, mordendo o lábio inferior.
"Talvez esteja só um pouquinho... talvez tenha bebido um pouco mais do que devia."
"Onde você está agora?" — ele perguntou imediatamente.
Em vez de responder com palavras, decidi mostrar. Apontei a câmera para o pé da cama, capturando a imensidão do quarto dele e os meus pés descalços aparecendo na ponta da colcha.
"Estou sozinha no seu quarto. E você, Massimo? Está sozinho?"
"Sim, estou sozinho" — a resposta dele veio seca, mas eu conseguia imaginar a voz rouca por trás daquelas letras.
Fechei os olhos por um segundo. A lembrança da língua dele no meu mamilo, do peso do corpo dele sobre o meu há duas noites, voltou com uma força avassaladora. O cheiro dele parecia impregnado nos travesseiros ao meu redor.
"Eu queria sua língua passeando por aqui agora. E você? Está vestindo o quê?"
A resposta não veio em texto. O celular vibrou com uma imagem. Era uma foto dele, de cima para baixo. Ele usava apenas uma cueca box preta, e o tecido estava esticado ao limite. Dava para ver perfeitamente o contorno do seu pau, imponente e marcado. Meu fôlego sumiu.
"Passearia minha língua por cima da sua cueca mesmo, até encontrar um caminho para essa delícia que está marcada aí embaixo" — digitei, sentindo minha boca secar.
Sentei-me novamente na cama e apertei minhas coxas uma contra a outra. A imagem dele ali, tão perto e ao mesmo tempo tão longe, estava me enlouquecendo. Lembrei-me da sensação da sua ereção roçando contra a minha intimidade e o desejo se tornou uma dor física. Sem pensar, deitei-me de barriga para baixo, puxando uma almofada para baixo do meu quadril. Comecei a me esfregar contra o volume do travesseiro, os olhos fixos no celular, esperando...
Então, o visor brilhou com um vídeo.

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