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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 57

POV: Massimo

O ar do hospital estava saturado com aquele cheiro estéril que me causava náuseas, mas eu não sairia do lado de Adrian até que tivesse respostas concretas. Já passava das treze horas. Matteo e eu estávamos no quarto, observando o peito do nosso irmão subir e descer de forma lenta e artificial. O silêncio era interrompido apenas pelo bipe constante do monitor cardíaco, um som que, embora irritante, era o único lembrete de que ele ainda estava conosco.

A porta se abriu e o Dr. Luigi entrou acompanhado pela Dra. Maria. Eles pareciam menos tensos do que na noite anterior, o que me deu um fio de esperança, embora eu mantivesse minha expressão dura.

— Sr. Capone — o médico começou, ajustando os óculos. — Revisamos os exames de imagem da bacia e do crânio que foram realizados ontem. Temos boas notícias. Não há edema cerebral significativo, o que é um alívio considerando a força do impacto. No entanto, decidimos manter a sedação por mais vinte e quatro horas.

Eu o encarei com desconfiança. Precisava entender o estado real da consciência dele.

— Ele deu entrada acordado neste hospital? Por que exatamente vocês estão querendo manter o Adrian desacordado agora?

— É, verdade. Por que manter ele apagado se o cérebro está bem? — Matteo questionou, cruzando os braços.

​O Dr. Luigi assentiu, compreendendo nossa impaciência.

— Sim, ele deu entrada consciente, mas em um estado de choque profundo. Ele estava extremamente agitado, tentando se levantar mesmo com a fratura exposta, o que poderia ter rompido uma artéria. Sedamos ele para proteger sua integridade física.

— Porque o trauma físico na perna e nas costelas é extenso — explicou a Dra. Maria. — Se ele acordar agora, a dor será insuportável e a agitação dele pode causar o deslocamento das fraturas que acabamos de alinhar. O corpo dele precisa de repouso absoluto para que os processos inflamatórios comecem a ceder. Vamos aguardar mais um dia para uma nova avaliação. Se os índices de oxigenação continuarem estáveis, começaremos o desmame da medicação amanhã cedo.

Assenti, absorvendo as informações. Eles garantiram que, apesar da gravidade, Adrian iria ficar bem, mas a paciência era a única ferramenta que eu não tinha em abundância.

Assim que os médicos saíram, o visor do meu celular brilhou. Era uma vídeo chamada do meu pai. Respirei fundo, ajeitando a postura antes de atender. Matteo se aproximou, colocando-se ao meu lado para que também aparecesse na tela.

Eu me arrependi no milésimo de segundo seguinte por ter aberto aquela foto na frente de Matteo. A vontade que eu tinha era de atravessar o país naquele exato momento e mostrar a Chiara as consequências de enviar algo assim para um homem como eu, especialmente quando ele está preso em um hospital.

— Massimo? — meu pai insistiu.

Saí do transe com esforço, fechei a foto rapidamente e limpei a garganta, tentando retomar a compostura.

— Está tudo bem, pai. Surgiu um problema logístico aqui que preciso resolver agora. Conversamos mais tarde. Vou mantê-lo informado sobre Adrian.

Desliguei a chamada antes que ele pudesse questionar mais. Assim que a tela escureceu, senti a mão de Matteo no meu ombro. Ele tinha um sorriso cínico nos lábios.

— Irmão... eu tenho que admitir. Você está muito bem servido.

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