POV: Chiara
O som distante dos pássaros começando a cantar nos jardins da mansão foi o meu primeiro despertador. Abri os olhos devagar, sentindo o peso reconfortante do braço de Massimo ainda jogado por cima da minha cintura. Ele dormia profundamente, a respiração calma e compassada fazendo o seu peito subir e descer contra o meu ombro. Fiquei ali parada por alguns minutos, apenas observando as feições dele relaxadas pelo sono. Quem olhasse para o homem que dormia de forma tão serena ao meu lado jamais imaginaria o peso da coroa que ele carregava ou o rastro de sangue e poder que o acompanhava a cada passo.
Hoje era o dia. O sábado que marcaria o início oficial da minha vida como a esposa do Don da Cosa Nostra.
Afastei-me com cuidado para não acordá-lo, escorregando para fora dos lençóis de linho. O chão frio de madeira fez as solas dos meus pés arrepiarem, trazendo-me de volta à realidade palpável. Caminhei em passos silenciosos até a janela e afastei de leve a cortina. Lá fora, o pátio interno da propriedade já parecia um formigueiro. Mesmo sendo tão cedo, caminhões de flores brancas descarregavam caixas e mais caixas de rosas e orquídeas, e dezenas de seguranças armados patrulhavam o perímetro com cães de guarda. A segurança para o casamento do chefe da organização era algo absurdo, quase militar.
Dei um suspiro longo, sentindo o famoso frio na barriga apertar o meu estômago. Voltei para o quarto, peguei um roupão de seda claro e entrei no banheiro para tomar um banho demorado, tentando lavar toda a ansiedade que ameaçava me dominar.
Eu estava parada em frente à pia, prestes a ligar a banheira, quando senti suas mãos firmes e quentes espalmando na minha cintura. O corpo de Massimo colou com força contra as minhas costas, e o calor da sua pele me sobressaltou. Senti a ereção matinal dele, rígida e imponente, encostando direto na minha bunda através do tecido fino do roupão. Massimo inclinou a cabeça e levou os lábios ao meu pescoço, distribuindo beijos leves e quentes ali, arrepiando cada centímetro da minha pele.
— Bom dia, Bella— ele sussurrou, a voz extremamente grave e rouca de sono, enviando uma vibração deliciosa direto para a minha espinha.
Antes que eu pudesse responder, uma de suas mãos subiu com firmeza para o meu seio, apertando a carne farta por cima da seda, enquanto a outra mão desceu rapidamente pelo meu ventre, escorregando para o meio das minhas pernas. Ele afastou o tecido e começou a me tocar levemente, os dedos ágeis encontrando a minha intimidade já úmida e quente.
— Esse é o melhor bom dia que eu poderia receber hoje... — arfei, jogando a cabeça para trás, apoiando-me no peito dele.
Massimo continuou me masturbando com movimentos rápidos e precisos, pressionando o meu corpo contra a bancada. Quando eu já estava completamente entregue, arfando alto e quase gozando sob os dedos dele, ele me virou de frente de uma vez só. Os olhos dele estavam escuros, injetados de puro desejo. Massimo segurou firme na minha bunda, apertando as minhas nádegas com as duas mãos, e me levantou do chão sem o menor esforço.
— Massimo, espera... Eu sou pesada! — tentei reclamar, segurando no peito dele, com medo de cair.
Os olhos dele faiscaram e ele me repreendeu imediatamente, a voz firme e autoritária.
— Eu já disse a você que posso muito bem levantar, segurar e carregar a minha mulher. Agora Chiara se segura em mim.
Não discuti. Passei as mãos rapidamente pelos ombros largos dele, segurando-me com força. Massimo me levantou um pouco mais alto e eu entrelacei as minhas pernas ao redor da sua cintura, prendendo-me ao seu corpo.
— Mas o meu peso... — comecei a falar novamente, o complexo batendo na minha mente.
Massimo me interrompeu no mesmo instante, colando a boca na minha.
— Não quero ver você falando do seu peso. Nunca mais.
Enquanto falava, ele demonstrou a sua força absurda, sustentando todo o meu corpo no ar com apenas uma das mãos firmada sob a minha bunda. Com a mão direita livre, ele puxou o próprio pau e o posicionou com precisão na entrada da minha boceta. Ele olhou bem no fundo dos meus olhos, a respiração quente batendo no meu rosto.
— Você é perfeita do jeito que é. Eu gosto das suas curvas... — ele murmurou, pressionando as minhas costas direto contra a parede fria do banheiro e dando a primeira estocada firme, penetrando-me de uma vez só.
— Ahhh, Massimo! — dei um gemido alto, a sensação de preenchimento me fazendo arquear o corpo.
Ele começou a se mover dentro de mim e continuou falando, ditando o ritmo possessivo dele:
— Esses seus seios enormes são a minha paixão...
Ele deu mais uma estocada firme, profunda, batendo com força contra mim. Enterrei as minhas unhas nas costas dele, arranhando a pele macia enquanto ele entrava e saía.
— Essas suas coxas grossas, a sua bunda... é exatamente tudo o que eu preciso para foder do jeito que eu gosto — ele rosnou, o ritmo mudando.
Massimo começou a me penetrar com muito mais força, mais rápido, fazendo os nossos corpos baterem com estalos nítidos.
— Quando você fica de quatro para mim e eu tenho a visão perfeita da sua bunda, Chiara, é a minha perdição.
Ele me pressionou ainda mais contra a parede, prendendo-me ali enquanto fodia a minha boceta com uma força bruta, deliciosa.
Dei um tapa firme no braço musculoso dele, rindo.
— Pode tirar o cavalinho da chuva! Trate de se controlar, Massimo. Nós estaremos ocupados o dia inteiro e a mansão já está cheia de gente.
Ele soltou uma risada alta, achando graça da minha bronca, e entrou no chuveiro.
Quando finalmente saímos do banheiro, envoltos em uma nuvem de vapor perfumado, fomos direto para o closet nos vestir de forma confortável, preparando-nos para a maratona que seria aquele dia. Eu já estava terminando de fechar o meu vestido simples de ficar em casa quando duas batidas firmes na porta do quarto chamaram a nossa atenção.
— Chiara? Sou eu, a Giu. Posso entrar? — a voz abafada de Giulia do outro lado da madeira soou um pouco trêmula.
— Só um minuto, Giu! — respondi em voz alta, terminando de ajustar a roupa.
Massimo, que já estava devidamente vestido com uma calça escura e camisa, caminhou até mim. Ele segurou o meu rosto, depositou um beijo carinhoso na minha testa e me olhou com cumplicidade.
— Vou descer à frente e te aguardar na mesa de jantar para tomarmos café. Não demore — ele pediu, o tom de voz calmo.
— Pode ir, não vou demorar — concordei, sorrindo.
A porta se abriu e Massimo saiu, cruzando com Giulia no corredor. Assim que ele passou, Giulia entrou no quarto, fechando a porta atrás de si.
— Chiara, vim rápido para te avisar: o seu pai acabou de chegar na mansão. E ele veio com uma equipe médica completa junto com ele — ela despejou a informação de uma vez.
O meu coração deu um salto. Meu pai já estava aqui.
— Vamos descer agora — determinei, ajeitando o cabelo.

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