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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 153

Deixamos o quarto e descemos as grandes escadarias em direção à sala de jantar principal. O som de vozes firmes já ecoava pelo ambiente. Quando entramos, a cena se desenhou diante de nós: meu pai estava de pé perto da cabeceira da mesa, conversando de forma descontraída com Massimo. Sentadas à mesa estavam a senhora Aurora, com a sua postura sempre impecável, e Sofia, que mantinha um olhar atento à conversa.

— Pai! — chamei, atraindo a atenção de todos.

Meu pai se virou imediatamente, e um sorriso terno surgiu ao me ver. Aproximei-me e recebi o seu abraço apertado, sentindo o conforto familiar que eu tanto precisava naquele dia.

— Bom dia, minha filha. Você está linda — ele disse, beijando o meu rosto.

— Bom dia, pai. Fico feliz que tenha chegado cedo — respondi. Em seguida, virei-me para a mesa para fazer as honras, já que Sofia ele já conhecia de outra ocasião, quando ela foi comigo visitar ele no hospital. — Pai, deixa eu te apresentar formalmente. Esta é a senhora Aurora Capone, mãe do Massimo. E senhora Aurora, este é o meu pai, Marco Rossi.

Meu pai deu um passo à frente com extrema elegância, estendendo a mão e fazendo uma reverência respeitosa para a matriarca dos Capone.

— É uma honra conhecê-la finalmente, senhora Aurora.

Aurora esboçou um sorriso polido, apertando a mão dele com firmeza.

— A honra é minha, senhor. Seja muito bem-vindo. Espero que a sua estadia e os seus preparativos sejam confortáveis. O meu filho tem o mais alto respeito pelo senhor, e agora o senhor faz parte da nossa família.

Massimo apenas observava a interação com um olhar de aprovação silenciosa, enquanto nos acomodávamos para o café da manhã. A conversa seguiu fluindo tranquilamente.

Mais tarde, o movimento na mansão triplicou. Eu já estava de volta ao meu quarto, sentada na beira da cama, tentando manter os pensamentos organizados, quando ouvi batidas suaves na porta.

— Pode entrar! — autorizei em voz alta.

A porta se abriu devagar e Bellina passou por ela, segurando uma bandeja de prata pesada com duas xícaras fumegantes e alguns biscoitos finos. Ela mantinha aquela postura humilde e dedicada.

— Achei que você precisaria de combustível antes que a equipe de maquiadores e cabeleireiros invadisse esse quarto e te fizesse de refém pelas próximas seis horas — Bellina brincou, arriscando um sorriso leve enquanto colocava a bandeja sobre a pequena mesa redonda perto da janela.

— Você leu os meus pensamentos, Bellina. Obrigada, de verdade — sorri, levantando-me e aproximando-me da mesa. Peguei uma das xícaras quentes, sentindo o aroma forte do café me dar um choque de realidade. Notei que ela permaneceu de pé, encolhida perto da mesa. — Sente-se comigo, por favor.

— Ah, não, senhorita Chiara... Eu não gostaria de incomodar... — ela respondeu timidamente, dando um passo para trás.

— Não é incômodo nenhum. Por favor, sente-se — insisti, apontando para a poltrona estofada. Servi a segunda xícara de café e estendi em sua direção. — Tome um pouco comigo.

Bellina hesitou por um segundo, mas aceitou a xícara, segurando-a com as duas mãos. Ela se sentou na ponta da poltrona, olhando para o líquido escuro como se estivesse tentando encontrar as palavras certas ali dentro. Ela soltou um suspiro longo, os ombros caindo um pouco, abandonando a rigidez profissional por um instante.

Dei um pequeno sorriso de canto, assumindo a postura firme que o meu novo título exigia.

— Isso não quer dizer nada, Bellina. A Francesca pode ter trabalhado aqui desde sempre, mas isso não é garantia nenhuma de que ela permanecerá no comando de tudo após o meu casamento com o Massimo — afirmei com clareza. — Eu, como a nova senhora Capone, irei fazer algumas mudanças administrativas e de pessoal nesta mansão. É o meu direito. E eu quero que você venha trabalhar aqui diretamente comigo. Eu confio no seu trabalho. Eu confio em você na verdade.

Os olhos de Bellina se arregalaram em choque, misturado com uma alegria contida. Ela colocou a xícara na mesa e me olhou com profundo respeito.

— Se for assim... será uma honra absoluta servir a futura senhora Capone aqui na mansão — ela respondeu, a voz firme.

— Ótimo. Inclusive, eu peço para que essa nossa conversa de agora fique estritamente entre nós duas. Não comente com ninguém até que eu oficialize tudo com o Massimo — pedi, fixando o olhar nela.

— Pode ficar totalmente tranquila, senhorita Chiara. O que conversamos morrerá aqui, ficará só entre nós duas — ela garantiu, selando o acordo.

Conversamos por mais alguns minutos sobre amenidades, o clima no quarto tornando-se muito mais leve. De repente, outra batida firme e ritmada ecoou na porta. Quando autorizei a entrada, a porta se abriu e a equipe oficial de maquiagem, penteado e estilistas entrou no quarto carregando malas, maletas iluminadas e o vestido de noiva protegido por uma capa opaca.

O tempo havia acabado. O show ia começar, e a transformação para o altar finalmente daria início ao dia mais importante da minha vida.

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