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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 105

POV: CHIARA

O som dos estilhaços de vidro chovendo sobre o salão de festas ainda reverberava nos meus ouvidos, mas tudo ao meu redor parecia ter perdido a velocidade normal. O pânico era uma onda barulhenta que arrastava cadeiras, virava mesas e fazia a elite de Milão se jogar no chão como animais encurralados. Minhas mãos tremiam, o tecido do meu vestido preto parecia pesado demais e o colar de diamantes no meu pescoço parecia sufocar minha garganta. Massimo tinha me empurrado para baixo da proteção da mesa principal, mas meus olhos teimavam em olhar para o caos além daquela madeira.

Foi quando eu vi. Através do vão entre as cadeiras tombadas, um homem de roupas escuras emergiu por trás de uma pilastra de mármore. Ele não estava atirando a esmo como os outros. O cano longo e preto da sua arma se moveu de forma lenta e precisa, alinhando-se perfeitamente na minha direção. O tempo congelou. Eu vi o reflexo da luz nos olhos daquele assassino e soube, com uma certeza fria que congelou meu sangue, que eu seria atingida. Instintivamente, fechei os olhos, esperando pelo impacto que arrancaria a minha vida.

O estampido seco ecoou, mas a dor não veio.

Em vez disso, um vulto imenso e pesado se chocou contra a minha linha de visão. Quando abri os olhos, o senhor Vittorio Capone estava de pé, bem na minha frente, servindo de barreira humana entre o atirador e eu. O impacto do projétil contra o peito dele fez um som surdo, terrível, que nunca mais vou esquecer. Ele soltou um gemido sufocado, o rosto se contraindo em uma expressão de dor extrema antes de desabar pesadamente no chão de mármore, a poucos centímetros dos meus pés. O sangue começou a brotar, manchando o chão polido com uma rapidez assustadora.

Eu paralisei. O choque prendeu o ar nos meus pulmões. O homem que, poucas horas antes, me olhava com desdém e me julgava indigna de seu sobrenome, tinha acabado de colocar o próprio corpo na frente de uma bala para me salvar.

No segundo seguinte, Massimo disparou. O som da arma dele foi um trovão que descarregou toda a sua fúria, e o atirador caiu morto no mesmo instante. O rosto de Massimo estava transformado em uma máscara de puro ódio. Ele se virou para o chefe de segurança, que mantinha a arma empunhada, protegendo nosso flanco.

— Enzo! — o grito de Massimo rasgou o barulho dos tiros. — Tire a Chiara, a minha mãe e a Sofia daqui agora! Use a passagem de serviço do subsolo! Leve-as direto para o carro blindado e não pare por nada!

Eu tentei segurar a mão dele, desesperada com a ideia de deixá-lo naquele inferno.

— Massimo, vem com a gente! Por favor!

Quando finalmente os grandes portões de ferro da mansão Capone se abriram e o carro derrapou na entrada de cascalho, senti um alívio momentâneo que logo foi esmagado pela realidade. Enzo freou o carro bruscamente e, antes mesmo de sair, acionou o rádio comunicador preso ao seu colete.

— Atenção, todas as patrulhas e postos de vigia. Aqui é o Alfa Um. Acionar o Protocolo Muralha de Ferro. Repito, acionar o Protocolo Muralha de Ferro imediatamente — a voz de Enzo era puro comando, fria e sem espaço para falhas. — Segurança máxima ativada. Tranquem todos os acessos periféricos. Atirar para matar em qualquer aproximação não identificada. A família está segura lá dentro.

Ouvir aquilo fez meu estômago despencar. O "Protocolo Muralha de Ferro" significava que a mansão estava se transformando em uma fortaleza impenetrável, um sinal claro de que a guerra tinha batido à nossa porta de forma definitiva.

Enzo abriu a porta para nós e nos guiou rapidamente para dentro de casa. As portas pesadas da entrada foram trancadas atrás de nós com um som metálico e seco. Fomos levadas para a sala de estar principal, onde os seguranças já fechavam as grossas cortinas blackout e verificavam as travas das janelas.

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