Lizete ainda tinha algo a dizer, mas percebeu a impaciência na voz de Valentina e respondeu calmamente: "Já terminei, Diretora Serpa, até mais tarde."
Valentina soltou um leve "ok" antes de desligar o telefone.
Ele então enviou a Lizete o número da placa do Audi A8L, pedindo que ela ficasse de olho no carro.
Quando chegou em casa, Dona Débora percebeu que Valentina estava sozinha e vestia apenas uma blusa fina. Rapidamente, ela se serviu de uma xícara de café e o entregou a ela: "Senhora, a senhora não voltou com o senhor hoje?"
Valentina pegou a xícara, apertando-a levemente com os dedos, e respondeu com indiferença: "Não é normal que ele não volte comigo?"
"Então, a senhora já jantou?"
Depois de ser jogada para fora do carro por Jorge, ela voltou a pé. Na verdade, ela estava com fome.
"Ainda não."
"Vou preparar um bolo para a senhora!"
Valentina olhou para cima com surpresa: "Débora, você se lembra que hoje é meu aniversário."
Débora sorriu um pouco sem jeito: "No ano passado, neste mesmo dia, o senhor entregou flores e presentes para a senhora. Eu acabei registrando a data."
Quando ouviu a menção de Jorge, o semblante de Valentina ficou um pouco mais frio.
No ano anterior, quando eles estavam casados há um ano, ele ainda mantinha essas formalidades. Mas, aparentemente, este ano ele nem se preocupou em fingir.
Quando Valentina estava na metade do bolo, Jorge chegou em casa.
Quando ele a viu sentada ali, como se nada tivesse acontecido, seus olhos sempre frios se estreitaram ligeiramente. Ele lhe jogou o casaco que ela havia deixado no carro.
Valentina colocou o garfo no prato, recostou-se na cadeira e lhe lançou um olhar indiferente: "Por que você voltou?"
Jorge ainda sentia o frio da rua, um vento gelado que fazia qualquer um tremer: "Tenho que lhe explicar porque eu estou voltando para casa?"
Ela não negou o fato. Pelo contrário, um sorriso quase imperceptível apareceu em seus lábios.
"Obrigada mesmo assim." - Sua voz soou um pouco mais leve.
Ela sempre foi fria e séria, raramente demonstrando qualquer emoção. Naquele momento, com um leve sorriso, ela parecia muito mais interessante do que sua expressão rígida de sempre.
Além disso, seu rosto era irresistível.
Os olhos de Jorge escureceram um pouco: "Vou tomar um banho."
Não havia necessidade de explicar o que isso significava. No casamento deles, se não houvesse mais nada, pelo menos na cama havia completa harmonia. Ele conhecia cada detalhe de seu corpo, e ela sabia exatamente quando ele estava no auge de sua intensidade.
Mas naquela noite, Jorge foi muito mais rude do que pela manhã. A pele de Valentina era muito delicada, e as marcas vermelhas que ele acabou deixando nela eram gritantes. Isso só despertou ainda mais o lado selvagem de Jorge. Ela nem percebeu quando desmaiou de cansaço.
Na manhã seguinte, Valentina acordou com o som insistente de seu celular tocando.

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