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Marido, Não Sonhe Em Acabar! romance Capítulo 4

Valentina só viu a mensagem de Jorge depois de pegar o medicamento para queimaduras na farmácia.

[A partir do hospital, vire à direita no segundo cruzamento.]-

Ela pensou por um momento e concluiu que Jorge queria jantar com ela. Então, ela desistiu de ir até o estacionamento e saiu do hospital.

Na rua, havia apenas um carro preto desconhecido estacionado. Um Audi A8L, o último modelo, com um preço de sete dígitos.

Valentina hesitou por um momento. As luzes traseiras do carro piscaram duas vezes.

Ela se aproximou. A janela se abriu, revelando o perfil impecável de Jorge. As mangas de sua camisa social estavam dobradas até os cotovelos, destacando seus músculos bem definidos. Seus dedos longos batiam com firmeza no volante.

Por alguma razão, Valentina se lembrou do toque dele de antes e sentiu suas orelhas esquentarem.

"Entre."

A voz indiferente de Jorge a tirou desse pensamento.

Ela colocou o cinto de segurança e perguntou distraidamente: "Carro novo? Comprou quando?"

"Faz apenas alguns dias."

Ele respondeu e, ao virar o rosto brevemente, percebeu que ela estava olhando para ele sem piscar.

Seus olhos eram grandes e brilhantes, mas com um leve toque de astúcia no canto. Quando ela olhava atentamente para alguém, transmitia uma sensação de profundo envolvimento.

Sem perceber, Jorge acelerou um pouco mais.

"Há três carros em sua garagem. Um deles você comprou há meio ano."

Ela desviou o olhar ao dizer isso.

Jorge diminuiu a velocidade e respondeu sem expressão: "E?"

"Do jeito que você é, não se cansa de seus carros tão rapidamente."

Jorge era rico, mas não fazia alarde.

Isso era algo que Valentina realmente apreciava.

O Audi A8L de Jorge desapareceu, deixando apenas um rastro de fumaça no ar.

O vento frio clareou seus pensamentos. Valentina percebeu que, dessa vez, Jorge não estava brincando. Ele estava realmente falando sério sobre essa mulher que ela ainda não conhecia.

Sério o suficiente para jogá-la para fora do carro sem hesitação.

Eles estavam casados há dois anos. E essa era a primeira vez que Jorge a deixava para trás sem qualquer consideração.

No vento da noite, Valentina pegou o celular e, com seus dedos delicados, discou o número da sua assistente.

"Lizete, fique de olho no Jorge."

"Sim, Diretora Serpa." - Lizete Costa atendeu prontamente, mas não desligou.

Valentina perguntou: "Mais alguma coisa?"

Lizete hesitou por um segundo antes de dizer: "Nada, Diretora Serpa. Só estou curiosa para saber quem é a esposa do Jorge. Eu o estou seguindo há meses, já o peguei em flagrante várias vezes, e aquela mulher não reage! Parece que está assistindo a uma novela sobre traição. Se fosse eu, teria pendurado Jorge de cabeça para baixo e lhe dado uma surra! Bonito e rico não é desculpa para malandragem!"

Valentina sentiu sua testa latejar: "Você já terminou?"

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