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Marido, Não Sonhe Em Acabar! romance Capítulo 8

Valentina baixou o vidro do carro, olhando sem expressão para aquele rosto com um sorriso malicioso.

Lélio Franco sorriu ainda mais e fez questão de falar alto: "Cunhada, o Jorge mandou um recado: não perca seu tempo."

Então, sem cerimônia, ele abriu a porta traseira e entrou no carro.

Embora parecesse magro, Lélio era um homem alto, com quase um metro e oitenta. O banco traseiro do carro de Lizete era muito apertado, e ele teve que se encolher um pouco. Ele resmungou, descontente: "Que merda de carro, cunhada! O Jorge tem tanto dinheiro, e você é a chefe agora, então custava trocar por um mais espaçoso?"

Ele ainda estava esperando uma resposta de Valentina quando Lizete soltou sua indignação: "Seu carro que é uma merda! Na verdade, o carro de toda a sua família é uma merda! Se você não gostou dele, por que entrou? Saia imediatamente!"

Lélio ficou surpreso por um momento, depois percebeu que tinha acabado de ser insultado por uma pirralha. Ele nunca levava os insultos para o lado pessoal e, com um sorriso provocador, respondeu: "Acalme-se, garotinha. Você está brava? O tio vai lhe comprar um carro caro novinho em folha."

"Um homem de verdade não volta atrás em sua palavra! Você que prometeu isso!"

Lizete pisou no acelerador e parou bem em frente a uma concessionária de automóveis.

Lélio riu: "Nossa, você leva tudo ao pé da letra, não é? Acredita em tudo o que lhe dizem?"

"O quê? Você tem medo de pagar?"

"Haha! Você acha que eu não tenho dinheiro para isso? Você deveria saber melhor, senhorita. Eu, Sr. Franco, não devo nenhum trocado a ninguém."

"Então, compre!"

"Chega."

A discussão estava dando dor de cabeça a Valentina. Ela massageou as têmporas e disse friamente a Lélio: "Ele está decidido a proteger aquela mulher, não está?"

Valentina o interrompeu.

A felicidade era algo que nunca havia existido em sua vida. Sua mãe tentou se matar quando ela tinha apenas seis anos de idade. Seu pai morreu em um acidente de carro quando ela tinha dez anos. E, além de tudo isso, ela era uma filha ilegítima, sempre desprezada.

Seu nascimento já era considerado um pecado.

O amor e a felicidade sempre foram ilusões distantes para ela. Ela nunca o teve e também nunca o quis. A única coisa que realmente fazia sentido eram as posses que ela podia ter em suas próprias mãos.

Diante disso, Lélio desistiu de tentar convencê-la.

A história de Valentina ser uma filha bastarda era conhecida em seu círculo desde o tempo em que ela vivia atrás de Jorge como uma sombra. Naquela época, ninguém acreditava que ela realmente se tornaria a Sra. Lima. Muito menos que todo o amor que ela demonstrava por Jorge não passava de uma encenação.

Antes de sair do carro, Lélio assumiu um tom sério: "Cunhada, você sabe que o Jorge já teve problemas com depressão, certo?"

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