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Marido, Não Sonhe Em Acabar! romance Capítulo 1

Quando recebeu a notícia de que Jorge Lima estava ficando com uma mulher, Valentina Serpa estava cuidando de um processo de divórcio.

A cliente era uma mulher que havia trago uma pilha de fotos de seu marido traindo e queria processá-lo para se separar, exigindo que ele saísse sem nada.

"Sra. Barbosa, a traição não é um motivo legal para o divórcio." - disse Valentina com indiferença: "Se não houver nenhuma outra falha grave e seu marido não quiser se separar, as chances de a senhora perder o caso são altas."

Ela encerrou a conversa em cinco minutos e dirigiu até o hotel.

Jorge abriu a porta.

A toalha branca solta estava amarrada em volta de sua cintura firme, revelando parte de seu abdômen definido. Gotas de água pingavam dos fios negros de seu cabelo, deslizando pelo contorno perfeito de seu queixo antes de cair friamente na mão de Valentina.

Seu olhar era indiferente.

Valentina tirou um maço de envelopes de sua bolsa: "Aqui estão as fotos de você entrando no hotel com essa mulher. Você tem duas opções: mandá-la embora ou eu darei as fotos para o vovô."

Os olhos de Jorge não demonstraram nenhuma reação. Ele a olhava como se estivesse diante de uma estranha.

Ele fez um gesto para a mulher dentro da sala: "Saia."

A mulher foi repentinamente expulsa, mas em vez de ficar com raiva, ela sorriu docemente e disse : "Até logo" antes de sair.

A alça vermelha do suéter escorregou pelo ombro, revelando suaves marcas de chupões. Seu rosto delicado exibia um sorriso sedutor, exalando sensualidade.

Em contraste, Valentina estava usando uma camisa impecável e uma saia preta sóbria.

A mulher olhou para Valentina por dois segundos. Seu sorriso diminuiu, mas no fundo ela estava impressionada. Aquele rosto frio e distante tinha um par de olhos brilhantes e profundos, como se estivessem carregando um rio cristalino, capaz de hipnotizar qualquer pessoa.

Quando a mulher se afastou, Valentina, impassível, entregou as fotos a Jorge: "Seu gosto muda rapidamente. No mês passado, você não era fã de garotinhas bonitinhas?"

Jorge arqueou a sobrancelha quase imperceptivelmente, sem demonstrar nenhuma emoção. Só depois de um tempo ele respondeu com indiferença: "O que você quer dessa vez?"

Ela não confirmou nem negou. Seus olhos brilhantes olhavam diretamente para ele.

No momento em que Jorge a puxou para dentro do quarto, Valentina foi empurrada contra a parede fria do hotel. Sua cintura fina, que cabia em uma das mãos, foi segurada com firmeza por ele.

Ela o olhou com desdém de forma preguiçosa.

Jorge sempre carregava um frio natural em seu corpo. Mesmo nessa situação, sua atitude permaneceu distante e indiferente.

Mas suas mãos eram hábeis, com seus dedos ágeis, alternando ritmos com precisão.

Afinal de contas, não era à toa que ele era chamado de estrela da cirurgia no Hospital Centro Nova.

Durante todo o processo, Valentina se sentiu confortável e satisfeita. Quando tudo terminou, Jorge notou o leve rubor nos cantos dos olhos dela.

Ela estava sentada na beirada da cama, com a camisa branca ligeiramente aberta. Sua saia preta ainda estava caída no chão, onde suas pernas lisas e cruzadas mostravam as marcas vermelhas deixadas pelos dedos dele, trazendo uma beleza quase cruel.

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