Nesse momento, o pai de Sandra a viu e correu para chamá-la.
— Sandrinha, venha logo tentar convencer a sua irmã! Ela simplesmente disse que não quer mais se casar. Onde já se viu isso? O casamento já está sendo preparado, não se pode simplesmente desistir assim. — O pai de Sandra estava com uma expressão desesperada.
Sandra tinha ouvido tudo o que haviam falado momentos antes.
Ela suspirou e se aproximou.
— Qualquer filha que se casa precisa preparar um dote, só não esperávamos que a Família Luz especificamente exigisse uma casa.
— Mana, isso não é da sua conta, não se envolva. — disse Fabiola, irritada.
— Você é minha irmã, como não é da minha conta?
— Se eu disse para você não se envolver, é para não se envolver. Eu já me decidi, amanhã vou procurar o Patrick para conversar. Se ele também fizer questão desse dote, romperei o noivado na cara dele.
— Que absurdo! — O pai de Sandra levantou-se, em pânico. — Sandrinha, por favor, não deixe ela cometer essa loucura! Se desistirmos do casamento, a Família Luz perderá a face e com certeza retaliará contra a nossa empresa. A empresa foi reerguida há pouco tempo, não aguentaria esse tipo de turbulência!
— Aquela casa é a única coisa de valor que eu tenho.
Era o seu plano de segurança, comprada com muito esforço após juntar dinheiro por muito tempo.
— Mana, eu jamais ficaria de olho na sua casa! — apressou-se Fabiola a dizer.
— Eu sei. O papai não acabou de explicar? É só transferir temporariamente para o seu nome e, depois que você se casar, você devolve para mim.
— Mas... você confia em mim?
Sandra sorriu.
— Claro, você é minha irmã.
Fabiola levantou-se e jogou-se nos braços de Sandra.
— Mana, você é boa demais para mim, eu nem sei como poderei te retribuir!
Sandra afagou os cabelos da irmã.
— Amanhã nós vamos tratar da papelada.
— Pode ficar tranquila, eu com certeza devolverei a casa para você.
— O que vocês dois estão cochichando aí fora? Venham rápido provar o bolo que eu mesma fiz... — A mãe de Sandra veio até o quintal chamando animadamente, mas parou no momento em que viu Sandra, e as suas sobrancelhas se franziram imediatamente.
— O que você está fazendo aqui? Quem te convidou?
Ao ouvir isso, Sandra logo percebeu que o pai havia mentido para ela.
— Esta é a minha casa, não posso vir?
Sandra fechou os olhos e soltou um longo suspiro.
— Então é melhor eu ir embora.
— Sandrinha, não vá. Quem manda aqui ainda é o seu pai. — disse ele, indignado.
Sandra balançou a cabeça com um sorriso amargo.
— Não quero que vocês deixem de ter um jantar feliz por minha causa.
Dito isso, ela passou pela mãe e caminhou em direção à saída.
— Volte para o Canadá o mais rápido possível. — acrescentou a mãe de Sandra.
Sandra riu com desdém.
— Não posso ir para casa e também não posso ficar no país? A minha presença aqui também te dá vergonha?
— Isso mesmo, você é uma vergonha para mim!
Sandra assentiu.
— Tudo bem, irei embora o mais rápido possível. A senhora nunca mais me verá nesta vida.

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