Sandra fingia estar dormindo. Quando Patrick saiu do banho e estava prestes a ir para outro quarto, ela se levantou imediatamente e se jogou sobre ele.
— Você pode me beijar, só não seja muito bruto.
Ela apontou para o canto da boca, onde ainda havia um machucado.
Patrick suspirou pesadamente. — Esta noite não.
Sandra não o soltou. — Por que você não pergunta quem me machucou?
Patrick olhou para Sandra em silêncio por um momento, depois abaixou a cabeça e a beijou. Ele foi muito duro, sem a menor pena dos machucados dela. Até mesmo, após colocá-la na cama, suas mãos apertavam intencionalmente o corpo dela com força.
Sandra ofegava de dor enquanto o beijo a impedia de respirar, o que era uma verdadeira tortura dupla. No entanto, ela parecia desfrutar desse tormento, chegando a sussurrar de propósito no ouvido de Patrick: — Você não tem coragem de me machucar, não é?
Essa frase conseguiu acender a fúria de Patrick e o que se seguiu foi um ataque ainda mais feroz.
Tudo aconteceu tão rápido quanto terminou. Depois de tê-la, Patrick foi para o quarto de hóspedes. Ele não perguntou nada, deixando claro que realmente não se importava com aquele assunto.
A cama era enorme. Deitada ali, Sandra sentiu um vazio tão grande pela primeira vez.
No passado, quando estavam ali, Patrick costumava dizer que ela se mexia muito dormindo, empurrando-o para a beirada da cama. Uma vez, para conseguir uma boa noite de sono, ele até mesmo amarrou suas mãos e pés com tiras de pano.
Pensando nisso agora, não importava o quanto ele reclamasse, nunca a havia deixado sozinha para dormir em outro quarto.
Naquele momento, o celular tocou.
Sandra pegou o aparelho e viu que era Fabiola. Um pequeno sorriso surgiu no canto de seus lábios, imaginando que Fabiola havia visto sua postagem nas redes sociais.
— Onde você está?
Assim que atendeu, Fabiola perguntou de forma agressiva.
Sandra bocejou. — Adivinha.
— Como você pode ser tão sem vergonha, a ponto de seduzir...
— Quem eu seduzi?
— Você!
— Fale, quem foi que eu seduzi?
— Sandra, eu vou te matar!
— Ah, vamos ver se você tem coragem para isso.
Sandra se levantou, vestiu o roupão e foi até a janela. Como esperado, viu Fabiola do lado de fora, encarando a casa com fúria. Portanto, quando se aproximou da janela, seus olhares se cruzaram.


Fabiola sabia muito bem disso, por isso, embora estivesse morrendo de raiva, não ousava entrar.
— O que você realmente quer?
— O que você acha que eu quero?
— Aquela casa... eu a devolvo para você, desde que você saia de Cidade Lumia imediatamente!
— Você vai me devolver aquela casa, sim, mas sair de Cidade Lumia dependerá apenas da minha vontade.
— Você sabe o tamanho do impacto que a exposição disso causaria ao Patrick?
— Eu não pensei muito sobre isso, e nem quero pensar.
— Você é simplesmente uma louca.
— Eu não devo ser mais louca que vocês.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira