Sandra observou a figura dela fugindo de maneira patética, com um sorriso profundo nos olhos.
Sua vingança havia começado, e o melhor do espetáculo ainda estava por vir.
De manhã, Sandra acordou cedo.
Quando desceu as escadas, Patrick ainda estava tomando café da manhã: apenas leite e torradas.
— Onde está a Dona Camila? — ela perguntou.
Patrick lançou-lhe um olhar e respondeu friamente: — Ela teve um contratempo hoje e pediu o dia de folga.
— Ah.
Sandra foi até a cozinha, mas voltou apenas com um copo de água.
— Ontem eu usei o seu cartão para comprar uma mansão.
Patrick continuou comendo a torrada, sem demonstrar qualquer reação.
— Hum, será que eu superestimei o meu valor?
— Quanto você acha que vale? — Patrick levantou a cabeça e perguntou.
Sandra pensou por um momento. — Dez mil reais por noite.
Patrick assentiu com a cabeça. — Então, dez mil por noite.
Após dizer isso, ele se levantou, sem nenhum interesse em continuar aquela conversa com Sandra.
— Aquela mansão me custou cem milhões de reais. Convertendo, seriam dez mil noites, cerca de vinte e sete anos. — Sandra alcançou Patrick, calculando a conta com ele. — Pensando assim, eu gastei muito além do limite.
Patrick parou e olhou para Sandra de soslaio.
Sandra deu um sorriso amarelo. — Que tal eu te vender a minha vida inteira?
O olhar de Patrick ficou frio. — Eu não tenho tanto interesse assim em você.
Tendo dito isso, ele deu meia-volta e foi embora.
O sorriso de Sandra congelou em seu rosto. Ele não tinha tanto interesse nela; na verdade, seu interesse nunca fora grande, mesmo no passado.


— São só duzentos e poucos mil, a senhora pode pagar por mim.
— Você... você sabe muito bem da situação da nossa família. De onde eu tiraria dinheiro para você?
— Mas por pior que seja, não é possível que a senhora não tenha nem duzentos e sessenta mil, não é?
O rosto da mãe de Sandra mudou de cor. Ela realmente não tinha, mas ao notar a vendedora as observando, não podia se dar ao luxo de passar por essa vergonha.
— Não é que a nossa família não possa pagar, mas as coisas não funcionam assim. Ligue para o Patrick logo, senão não vamos conseguir comprar este anel hoje.
Fabiola não queria fazer aquela ligação, mas, vendo a atitude firme de sua mãe, provavelmente adivinhou que ela de fato não tinha aquela quantia.

— Você... como se atreve a dizer isso!
Fabiola entortou a boca, mas precisava comprar aquele anel hoje, afinal, o casamento seria em poucos dias. Pensando nisso, ela acabou ligando para Patrick.

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