— Mamãe!
Nesse momento, a voz de Grace soou não muito longe dali.
Patrícia virou-se apressadamente e viu Rogério aproximando-se com Grace no colo.
— Querida, você ainda não deu boa noite para a nossa filha.
Rogério exibia uma expressão de orgulho e ostentação. Ao passar por Bryan, soltou um riso de escárnio e seguiu em direção a Patrícia. Sob o olhar de advertência dela, ergueu uma sobrancelha com um ar malicioso.
— Grace, dê um beijo na mamãe.
Grace imediatamente se inclinou, abraçou o pescoço de Patrícia e deu-lhe um estalado beijo no rosto, dizendo carinhosamente: — Mamãe, não trabalhe até tarde, durma cedo e lembre-se de sentir saudades de mim.
Patrícia revirou os olhos para Rogério, abraçou Grace e beijou o rostinho dela. — Tudo bem, você também deve dormir cedo quando chegar em casa. A mamãe vai arranjar um tempo para te ver.
— Tá bom.
Grace assentiu obedientemente e cutucou Rogério.
— Tio, você também tem que dar boa noite para a mamãe.
Rogério adorou a ideia. Imitando o gesto de Grace, ele abraçou Patrícia e inclinou-se, mas sob o olhar ameaçador dela, atreveu-se apenas a beijar-lhe o rosto.
— Querida, eu também vou sentir sua falta.
O canto da boca de Patrícia se contraiu. — Eu sei.
— Você vai sentir minha falta?
— ... Sim.
— Então por que não me dá boa noite?
— Boa noite.
— Não, não é assim.
Patrícia rangeu os dentes; se Bryan não estivesse assistindo, ela certamente teria lhe dado um tapa. Ela respirou fundo e beijou o rosto de Rogério.
— Boa noite.
Grace imediatamente abraçou o pescoço de Rogério e gritou docemente: — Papai!
Rogério ficou ainda mais presunçoso. — Diretor Dias, você também acha minha filha muito fofa, não é?
Provocado repetidamente por Rogério, Bryan não conseguiu mais se conter. A raiva explodiu e ele ergueu o punho para golpear Rogério.
— Não machuque meu papai, seu malvado! — Grace apressou-se em proteger Rogério, encarando Bryan com raiva.
Crianças são as criaturas mais puras; elas tratam bem quem as trata bem. Ao ser encarado daquela forma por Grace, Bryan não conseguiu manter o punho fechado. Grace gostava de Rogério, e não dele.
Rogério partiu com Grace no colo, cantarolando uma melodia e com um ar triunfante.
No caminho, Rogério pediu que Grace o chamasse de papai várias vezes. Quanto mais ouvia, mais orgulhoso ficava, então disse a Grace para chamá-lo de papai dali em diante.
— Papai! Papai! Papai!
Grace estava radiante; finalmente tinha um pai, e era o pai que ela gostava.
Grace adormeceu no caminho. Rogério a carregou nas costas até em casa, mas assim que entrou, foi atingido por um forte cheiro de cigarro e álcool, acompanhado por risadas e barulhos ruidosos.

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