Patrícia deu algumas instruções a Rogério e desceu do carro. Quando estava prestes a entrar, Rogério a puxou para a parte de trás do veículo e se inclinou sobre ela, tentando beijá-la.
A raiva de Patrícia ainda não havia passado; vendo que ele ainda tinha a audácia de ser insolente, ela lhe deu outro tapa imediatamente.
O som foi tão estalado quanto o anterior, mas desta vez Rogério não se irritou. Pelo contrário, continuou a tentar tirar vantagem com a maior cara de pau.
— Eu tenho vontade de rasgar a sua cara para ver o quão grossa ela é! — esbravejou Patrícia.
Rogério segurou a mão que Patrícia erguera novamente, deu um beijo rápido nela e, quando ela estava prestes a explodir de raiva, sussurrou: — O Bryan Dias está olhando ali atrás.
Patrícia ficou atônita por um instante, perguntando-se como ele poderia estar ali, mas antes que pudesse confirmar, Rogério a beijou novamente.
— Se você me empurrar de novo, ele vai começar a desconfiar.
Patrícia pensou no tapa que acabara de dar; talvez Bryan já estivesse desconfiado. Enquanto ela hesitava, Rogério a abraçou e uniu seus lábios aos dela.
Ela o fulminou com o olhar, mas acabou não recusando. A consequência de não resistir foi que ele abusou da sorte: não apenas a beijou, mas a ergueu para sentá-la na traseira do carro, com as mãos percorrendo seu corpo e tirando todo o proveito possível.
O beijo foi tão profundo que deixou Patrícia levemente tonta pela falta de oxigênio, encostada no peito dele, permitindo que ele a dominasse.
— Mulher, por que você está tão cheirosa?
— Sai.
— Como tudo em você é macio... é uma delícia de tocar.
— Sai.
— Sorte sua estarmos na rua, senão eu acabava com você.
— Sai.
Patrícia só sabia usar aquela palavra para recusar, mas como uma palavra pararia alguém que nem um tapa conseguiu afastar? Ele estava passando dos limites e já começava a desabotoar a roupa dela.
Patrícia cerrou os dentes. — Se você ousar fazer alguma coisa, eu... Hum...
Rogério deu mais um beijo nela e pediu misericórdia com um sorriso malicioso: — Eu não ousaria. Que tal me dar outro tapa?
Patrícia continuou a ignorá-lo e apressou o passo.
— Vocês não têm sentimento nenhum um pelo outro, você não o ama, só está usando ele!
Bryan corria atrás de Patrícia, gritando enquanto falava.
— Você disse que fui eu quem te empurrou para o Rogério, mas eu não fiz isso. Eu claramente queria que você voltasse para mim, mas você... você não enxerga a minha sinceridade. Foi você quem deixou nossa relação assim, eu é que deveria te odiar!
— Patrícia, você realmente acha que consegue suportar o meu ódio?
— Você acha que ter o Rogério como seu protetor adianta alguma coisa? Ele não é nada!
— Você ainda não entendeu? Eu estou te dando uma chance, a última chance!
— Patrícia! Se você aceitar voltar para mim...
Patrícia parou bruscamente. Justo quando Bryan pensou que ela havia vacilado, ela soltou um riso frio: — Nunca!

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