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Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira romance Capítulo 788

— De quem você está falando?!

Rogério jogou a peça de volta na cabeça dela. Patrícia, vendo que ele ousara revidar, correu até ele e tentou enfiar a peça na calça dele.

— Ei, você está passando dos limites!

— Você não gosta? Por que não veste para eu ver?

— Sai fora! Já disse que não curto essas coisas!

— Engana outro. Aposto que adora usar isso escondido.

— Eu já disse que nunca usei!

Rogério, incapaz de se explicar, irritou-se e derrubou Patrícia no sofá, ficando por cima dela. Ele abaixou a cabeça e mordeu o queixo dela.

— Ai! Doeu! — Patrícia deu um tapa no rosto dele.

Rogério ficou ainda mais irritado.

— Você me deu um tapa?!

Ele beliscou a cintura de Patrícia várias vezes. Ela, sem saber se sentia dor ou cócegas, tentava se esquivar. Como seus corpos estavam colados, a respiração de Rogério logo ficou pesada.

— Para de se mexer.

Patrícia percebeu a mudança e tentou empurrá-lo.

— Me solta.

Rogério, com os olhos vermelhos, encarou Patrícia.

— Você fez de propósito, não fez?

— Eu não fiz nada!

Rogério não resistiu e se aproximou mais. Quando estava prestes a tocar aqueles lábios vermelhos, Patrícia virou o rosto. Ele então encostou a testa na lateral do rosto dela, inalando profundamente o cheiro dela, como se estivesse viciado.

— Que sabonete você usa? Por que é tão cheiroso?

— Você está me apertando muito.

— Você sabe o quanto eu desejo isso, não sabe?

— Eu sou igual àquelas mulheres?

— Ele é mesmo habilidoso, consegue levar até atriz para a cama.

O rosto de Patrícia fechou.

— Rogério está no quarto. Vou chamá-lo. Você fala com ele.

— Então peço que você saia primeiro.

— Por que eu deveria sair?

— Porque nós não temos apenas coisas para falar, temos coisas para fazer. Você entende o que quero dizer, né?

Patrícia entendeu perfeitamente, mas não pretendia perder tempo com aquela mulher, então virou-se para ir ao quarto principal. A mulher, porém, foi mais rápida, correu na frente dela e entrou no quarto, acenando para trás enquanto dizia:

— Tchauzinho, irmã. A gente brinca pesado. Você já tem uma certa idade, melhor cuidar do corpo e ter menos curiosidade.

Patrícia sentiu uma pontada no peito de tanta raiva. Foi a primeira vez que alguém a chamou de velha.

A mulher entrou no quarto toda triunfante. Patrícia decidiu que não ia engolir aquela afronta e entrou logo atrás. Lá dentro, a mulher já tinha se jogado nos braços de Rogério e estava fazendo de tudo para seduzi-lo.

— Sr. Rogério, quem é aquela velha lá fora? Sua nova conquista? Ah, não aceito! Eu é que sou o bebezinho do Sr. Rogério!

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