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Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira romance Capítulo 787

Nenhum dos três queria levantar da cama, especialmente Rogério, que chegou a sugerir para Grace que ela faltasse à aula naquele dia.

Grace segurou o rosto de Rogério com suas mãozinhas gordinhas e disse seriamente:

— Matar aula é errado. Pais que deixam os filhos matarem aula não são pais qualificados. Foi a professora quem disse.

Rogério abraçou Grace.

— Então à tarde o tio vai te buscar na escola e vamos comer um lanche bem gostoso, pode ser?

Grace assentiu.

— Isso pode.

Rogério apertou as bochechas da menina, pensando mais uma vez como podia existir uma coisinha tão fofa neste mundo.

Como já estavam quase atrasados, os dois adultos e a criança se arrumaram às pressas, tomaram um café da manhã simples e chegaram à escola pouco antes dos portões fecharem.

Vendo Grace entrar na escola, Patrícia olhou para o relógio.

— Vamos direto ao cartório.

Rogério arqueou uma sobrancelha.

— Você não quer mesmo pensar melhor?

— Por quê? Você quer repensar?

— Eu não tenho o que repensar, eu não saio perdendo.

— Então vamos.

O processo de divórcio era complicado, mas o de casamento era simples; em pouco tempo, resolveram tudo.

Saindo com a certidão em mãos, Rogério quis fazer algum comentário profundo, mas Patrícia o apressou para ir à casa dela.

— Para quê?

— Naquela hora foi só para pegar minhas coisas e as da Grace. A partir de agora, vamos morar na sua casa.

— Minha casa? — Rogério arregalou os olhos. — Ainda vamos morar juntos?

— E não? Agora somos marido e mulher, e casais não vivem em casas separadas.

— Não.

— Antes de casar, você não mencionou essa regra.

— Estou acrescentando agora.

Rogério sentiu que tinha caído em um golpe, mas com a certidão já assinada, era tarde para arrependimentos. Além disso, a garotinha gordinha viria morar ali à noite, então realmente era melhor guardar as coisas impróprias para menores.

Ele mal tinha pousado a xícara para começar a ajudar quando Patrícia jogou algo em sua cabeça.

— Ficou maluca?

Ele tirou o objeto da cabeça e olhou. Mesmo com sua cara de pau habitual, ficou vermelho.

Era uma peça de roupa íntima sensual, mas masculina, e... hum... bastante ousada.

— Eu... eu nunca usei isso. Não sei de onde veio, eu...

Patrícia obviamente não acreditou. Ela olhou de soslaio para Rogério e soltou um riso frio.

— Embora seja sua vida privada e eu não deva interferir, por favor, tenha um pouco mais de dignidade. Não vá morrer de exaustão tão jovem com essas brincadeiras.

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