Em menos de uma hora, Bryan chegou, furioso, trazendo Grace.
Grace não se sabia por quanto tempo havia chorado; seus olhos estavam inchados. Ao ver Patrícia, desatou a chorar novamente.
— Mamãe! Esse tio malvado não me deixa ir para casa!
Patrícia correu para abraçar a filha.
— A mamãe chegou, não tenha medo.
— Buááá, mamãe, quero ir para casa.
— Tudo bem, vamos para casa.
Patrícia pegou a filha no colo, chamou Rogério e fez menção de sair, mas Bryan bloqueou a porta.
— Acham que podem vir e ir embora quando quiserem?
Bryan tinha uma expressão cruel. Lançou um olhar para Rogério e depois encarou Patrícia.
— Eu te dei uma chance, mas você insiste em me provocar repetidamente!
Patrícia abraçou a filha com força e recuou dois passos, escondendo-se atrás de Rogério. Esse gesto enfureceu Bryan ainda mais.
— Rogério, morreremos todos juntos, é? Você acha que consegue?
Bryan caminhou passo a passo em direção a Rogério com as mãos nos bolsos. Enquanto ele avançava, os seguranças já protegiam Carlos e a Sra. Dias, levando-os para o andar de cima, enquanto outros seguranças cercavam o local.
Ao chegar perto, Bryan também tirou um isqueiro do bolso e, sem dizer nada, acendeu a chama.
— Ouçam bem: se o Sr. Costa pegar fogo daqui a pouco, ninguém tem permissão para ajudá-lo a apagar!
Ao comando dele, os seguranças responderam imediatamente. Em seguida, ele aproximou o isqueiro aceso do rosto de Rogério.
Mas Rogério não demonstrou medo algum; pelo contrário, inclinou-se para frente com um sorriso debochado.
— Pode ficar tranquilo, Diretor Dias. Joguei gasolina suficiente em mim mesmo, garanto que acende num instante.
Bryan soltou uma risada fria.
— Isso significa que poderemos apreciar um show de tocha humana?
— Quer que eu cante uma música também?
— Pode ser.
— Se você não tivesse me traído, eu não teria feito aquilo!
— Ha! Seis anos se passaram e você continua um idiota! Naquele ano, fui drogada e jogada naquele hotel. Quem foi que me drogou? E aquele teste de DNA, por que o resultado dizia que você e a Grace não tinham parentesco? Quem armou isso? — Patrícia gritou.
A respiração de Bryan parou por um instante.
— Você diz que alguém te drogou e manipulou o teste de DNA?
— O que mais seria? Você realmente não consegue imaginar, está se fazendo de bobo, ou não tem coragem de admitir que tipo de pessoa é a mulher que você ama?
— Eu não amo a Rosana!
— Viu só? Você também sabe que foi ela!
— Impossível!
Patrícia zombou.
— Bryan, na verdade, se você quisesse saber a verdade, com o seu poder, descobriria num instante. A menos que você não queira saber.
— A mulher que você protege e ama te faz de idiota. Não só destruiu sua família, como fez você sustentar o filho dela com outro homem e ajudou essa criança a fazer bullying com sua própria filha!

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