Rogério achou graça.
— Eu não tenho credibilidade nenhuma, você não sabia?
— Rogério!
Patrícia, irritada, tentou se erguer e levantou a mão para bater nele, mas como estava sem forças, acabou caindo diretamente em seus braços.
Rogério aproveitou para envolvê-la com um braço enquanto fumava com a outra mão.
Patrícia tremia por algum motivo. Ela tentou se acalmar, mas não conseguia de jeito nenhum. Então, puxou a mão de Rogério, pretendendo dar uma tragada no cigarro que ele segurava, mas Rogério desviou.
— Chega. Fale logo, o que você quer me pedir?
Patrícia apertou os lábios.
— Quero que você se case comigo.
— E depois?
— Ajude-me a recuperar a Grace das mãos do Bryan.
Rogério franziu a testa.
— Você está dizendo que a Grace está com o Bryan agora?
— Sim.
Rogério deu uma tragada profunda no cigarro, apagou-o e pegou Patrícia no colo, levando-a primeiro para o banheiro. Depois que ambos se lavaram, ele a carregou para fora.
— Vá se vestir.
— V-você vai me ajudar?
Rogério revirou os olhos.
— Posso ser um canalha, mas não sou de aproveitar de graça.
Ao ouvir isso, Patrícia finalmente suspirou aliviada e correu para se vestir. Quando terminou, Rogério também já estava vestido e falava ao telefone com alguém.
— Estou indo para a Mansão Dias agora. Ligue para lá, não quero chegar e ser barrado na porta.
— Não importa o que vou fazer, tenho assuntos lá.
— Não vou para brigar, acha que sou burro? É a Família Dias, que controla tudo, do submundo à legalidade. Arrumar briga na casa deles seria suicídio.
O interlocutor deve ter concordado, pois Rogério desligou o telefone.
Ele olhou para Patrícia, viu que ela o observava nervosa, e ergueu uma sobrancelha com um sorriso.
A Sra. Dias suspirou.
— Patrícia, no final das contas, isso é um assunto de família. Trazer gente de fora até a nossa casa é realmente inapropriado.
— Onde está a Grace? Onde vocês a esconderam?
A Sra. Dias franziu a testa.
— Quando foi que escondemos a Grace?
— O Bryan a tirou da escola. É difícil acreditar que ela não esteja escondida aqui.
A Sra. Dias franziu ainda mais a testa, parecendo não saber do ocorrido.
— O Bryan só queria reconhecer a filha mais cedo. Embora tenha levado a criança sem o seu consentimento, o que foi um pouco precipitado, você também deveria compreendê-lo...
— Compreender é o cacete! Roubam a filha dos outros e ainda exigem compreensão! — Rogério praguejou sem cerimônia.
Ao ouvir isso, o rosto de Carlos Dias fechou na hora.
— Rogério, seu pai me ligou agora há pouco, pensei que fosse algo importante, mas era por causa disso. Então, deixo o aviso solene: não se meta nos assuntos da nossa família.
— Que assuntos da sua família o quê! A Patrícia é minha noiva, a Grace é minha filha. Os assuntos delas são meus assuntos!

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