Rogério esquivou-se algumas vezes, permitindo que Gabriel, que havia corrido até lá, tirasse Grace do local. Só então ele revidou o ataque de Bryan.
Os dois começaram a brigar intensamente. Adolfo, com a testa franzida, correu até Felipe.
— Papai, por que você não impede?
Felipe ainda usava óculos escuros. Ao ver o filho se aproximar, apenas baixou um pouco os óculos.
— Deixe eles brigarem. Se não brigarem, ninguém vai sossegar.
Adolfo imitou o pai, sentando-se no banco e tirando seus próprios óculos escuros do bolso para colocar.
— E o seu irmão?
— Ali, ó. Ele está cuidando da Grace.
Felipe olhou para o filho caçula e viu que ele protegia Grace como um adulto, com uma postura de que, enquanto ele estivesse lá, ninguém faria mal à irmãzinha.
Ele decidiu não intervir e continuou assistindo ao espetáculo com o filho mais velho.
— Uau, o soco do tio é forte, fez o Sr. Dias recuar.
— Mas os chutes do Sr. Dias são potentes. O tio quase ficou manco com aquele.
Adolfo teve uma ideia, pegou o celular, gravou um vídeo e enviou para Serena Luz.
Serena estava fazendo hora extra na empresa. Ao ver o vídeo, ficou sem palavras por um tempo e o encaminhou para Patrícia.
Patrícia olhou e sentiu apenas dor de cabeça. Ela havia escondido a verdade de Bryan e da Família Dias, deixando-os acreditar que o filho em sua barriga era de outro, para conseguir o divórcio sem problemas. Se fosse possível, ela teria escondido isso para sempre, pois conhecia bem o poder da Família Dias. Se soubessem que Grace era filha de Bryan, certamente tentariam tirar a menina dela.
— Sua filha se chama Grace, não é? Ela e Bryan são muito parecidos quando crianças.
Ao ouvir isso, o coração de Patrícia falhou uma batida. Ela levantou a cabeça e olhou para a Sra. Dias, sentada à sua frente.
— Eu vi sua filha uma vez, ela é realmente muito, muito adorável. Depois eu disse ao pai de Bryan que seria maravilhoso se ela fosse neta da Família Dias. Nós a amaríamos muito e tentaríamos compensar a ausência destes seis anos.
— Grace não é filha de Bryan — Patrícia só podia dizer isso. — Fizemos um teste de DNA na época. Se não acredita, pode perguntar ao Bryan.
— Eu sei que fizeram o teste, mas pode ter havido algum erro no processo. Isso é possível.
— Não é possível. Eu sei quem é o pai da criança melhor do que aquele teste.
A expressão da Sra. Dias escureceu. A traição de Patrícia na época, independentemente do motivo, foi uma humilhação para a Família Dias. E se essa criança não fosse de seu filho, seria como levar outro tapa na cara. Ela tinha motivos para estar zangada.
— Já que chegamos a esse ponto, não precisamos dar voltas. Eu realmente suspeito que sua filha seja sangue da Família Dias, então espero que você coopere e permita que sua filha faça outro teste de DNA com meu filho.
Patrícia apertou o punho com força.
— Sra. Dias, a família de vocês não pode simplesmente fazer o que bem entende. Eu tenho o direito de discordar.

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