Rogério Costa sentia uma vontade incontrolável de bater a cabeça na parede de tanta frustração. Ele queria dizer que já estava arrependido e implorar para que Felipe Costa fizesse um esforço para expulsá-lo da empresa. Mas, ao ver o ar de satisfação de Felipe, era óbvio que ele não tinha essa intenção.
Será que ele teria que trabalhar como um condenado a vida toda?
Enquanto Rogério se sentia amargurado, viu Bryan Dias descer do carro e caminhar diretamente em direção a Grace.
Ele se levantou imediatamente e foi para lá.
Antes de descer do carro, Bryan havia recebido um telefonema de sua mãe. Embora ela não tivesse dito explicitamente, a insinuação era clara: ela suspeitava que Patrícia Correia os havia enganado e que Grace era, na verdade, sua filha.
Ele próprio começou a suspeitar. Se fosse esse o caso, faria um teste de DNA. Desta vez, ele supervisionaria tudo pessoalmente, sem delegar a ninguém.
A garotinha estava sentada na grama comendo biscoitos. Enquanto comia, gritava para os dois irmãos que corriam ao longe.
— Irmão, corre mais rápido, o Adolfo vai te alcançar!
— O Adolfo corre muito rápido, parece que vai voar!
Grace gritou algumas frases, comeu mais um pedaço de biscoito e, sentindo a boca seca, quis pegar a garrafa térmica ao lado. No entanto, viu uma mão grande pegá-la primeiro, abrir a tampa e estendê-la novamente para ela.
Grace levantou a cabeça para olhar quem era. Ao ver o rosto dele, fez um bico imediatamente.
— Eu consigo abrir a tampa sozinha, não preciso da sua ajuda.
Grace tomou a garrafa de água e virou o corpo, não querendo dar atenção a Bryan.
Bryan franziu a testa.
— Parece que você não gosta muito do tio, não é?
— Você é o pai da Agatha Fonseca. E-eu não gosto da Agatha, então não gosto de você.
— Eu não sou o pai da Agatha, eu... — Bryan não sabia ao certo como se apresentar, mas o título de 'pai da Agatha' o incomodava muito.
— O tio fez algumas coisas ruins com você no passado. Você pode perdoar o tio?
— Bryan, estou te avisando, não toque nela!
Bryan olhou para trás e viu que era Rogério. Seu rosto fechou imediatamente.
— Rogério, isso não é da sua conta. Suma daqui!
— Quem você pensa que é para me mandar sumir?
Com o temperamento de Rogério, qualquer discordância terminava em briga. Ele já estava com o punho cerrado, mas, ao ver pelo canto do olho que Grace estava assustada, relaxou a mão. No entanto, nesse exato momento, Bryan desferiu um soco em seu rosto.
Esse golpe carregava toda a raiva que Bryan vinha reprimindo há tempos. O soco fez Rogério sentir o gosto de sangue na boca e recuar dois passos antes de se firmar.
— Waa! Você é um homem mau, não pode machucar o tio!
Grace começou a chorar de susto. Ao ver Rogério ser agredido, apesar do medo, ela correu para a frente dele, tentando usar seu pequeno corpo para bloquear Bryan.
Bryan ficou ainda mais provocado com aquela cena. Ele contornou Grace e partiu para cima de Rogério novamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira