Luiza, por ser jovem, já tinha se acostumado a ser medida de cima a baixo por pacientes daquele jeito, então ela não se incomodou. Ela apenas respondeu com calma:
— Sr. Osvaldo, eu vou te examinar primeiro, tá bem?
Quando Ademir e Dora ouviram isso, eles se apressaram em acomodar Luiza ao lado do paciente e ainda chamaram uma funcionária para preparar café e alguns quitutes.
Luiza sentou ao lado de Osvaldo e não teve pressa em fazer perguntas. Ela preferiu ficar em silêncio, concentrada, enquanto fazia o exame com toda a atenção.
Os outros também não falaram nada. Eles só esperaram que ela chegasse a uma conclusão.
Quando Luiza terminou o diagnóstico, foi Osvaldo quem tomou a iniciativa de perguntar:
— E então?
— Dá pra tratar. — Luiza não se alongou em explicações. Ela só disse. — A gente vai usar medicação combinada com acupuntura. Mas, no momento, eu não tenho tempo pra ir aplicar as sessões na sua casa. Eu vou precisar que o senhor vá regularmente ao nosso consultório.
Atender em domicílio era algo que consumia tempo e energia demais. Luiza não queria aceitar esse tipo de compromisso com frequência, principalmente quando não se tratava de alguém do círculo mais próximo.
Ela não tinha hesitado nem por um segundo em ir até a casa de Íris. Primeiro, por um motivo pessoal: ela precisava estreitar laços com a família Frota. Segundo, porque Íris era da família de Cauã; isso, por si só, já deixava Luiza muito menos na defensiva. E, além disso, bastava ela olhar para Íris para sentir uma afinidade difícil de explicar. Ela estava disposta a se desdobrar por Íris; um pouco mais de trabalho não fazia diferença.
Osvaldo deu um leve sorriso, sem dar tanta importância ao transtorno:
— Isso é o de menos. Se tiver jeito de curar, eu já agradeço a Deus.
Ademir olhou para Luiza, surpreso:
— Dá mesmo pra curar? Qual é a sua margem de segurança?
Ele sempre ouvia Raul falar das habilidades médicas de Luiza, elogiando sem economia.
Mas, no fundo, ele achava que um médico tão novo dificilmente teria atingido um nível realmente excepcional. Na verdade, o plano dele naquele dia era levar Osvaldo até Miguel para a consulta. Só que Osvaldo não queria dar trabalho demais. Ele tinha perguntado se Miguel tinha algum discípulo em quem ele confiasse especialmente, porque Miguel já estava mais velho, e Osvaldo não queria abusar.
Luiza pensou por um instante e então respondeu:
— Oitenta por cento.
Na verdade, ela tinha sido conservadora. Mas Miguel sempre tinha reforçado com ela que, diante de um paciente, era melhor deixar uma margem de segurança ao falar. Em medicina, o resultado não dependia só do médico; a colaboração do paciente também pesava, e muita coisa fugia do controle de quem tratava.
Dora bateu na própria perna, radiante:
— Luiza, agora eu entendo por que o Raul vive dizendo que você é bem melhor que ele na medicina. Pelo visto, isso de seguir carreira na área da saúde também tem muito de talento.
Leonardo concordou com um aceno de cabeça:
— É coincidência demais mesmo. Eu já mandei o pessoal ficar de olho em qualquer movimento da DK. Quanto à dona Joana, por enquanto continua tudo parado. Nenhum passo em falso.
— Paciência. — Gustavo respondeu.
Pra pescar, era preciso ter mais paciência que o peixe.
Depois de uma pequena pausa, Gustavo mudou o foco:
— E o Condomínio Bela Vista?
— Condomínio Bela Vista? — Leonardo ficou um segundo sem entender, até se tocar de que o assunto era Luiza. Ele pigarreou e respondeu, dando uma boa carregada no tom. — Lá tá tudo tranquilo. A única coisa é que ela e o Ethan andam bem mais próximos. Eles vivem saindo pra comer juntos, um vai na casa do outro… Se você quer saber a minha, é melhor já ir pensando na segunda rodada de presente de casamento.
Antes que ele terminasse a frase, Gustavo ergueu os olhos na direção dele, com um olhar frio e cortante:
— Saindo pra comer juntos?
— Isso mesmo. — Leonardo deu de ombros. — O Ethan anda tratando a Luiza a pão de ló. Se você não acreditar, vai lá e pergunta pra ela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Sinceramente, ta chato ter que pagar e não chega logo a parte que Luiza descobre os pais, e a verdade identidade de Osvaldo...
Cadê o resto, eu já estou sofrendo com essa enrolação toda, ainda por cima estão colocando cada vez mais barreiras... A única coisa que site faz com isso é perder leitores pra outros títulos, nós perdemos tempo e dinheiro, vocês perdem a fidelização dos leitores....
Gente de novo essa palhaçada de não postar os capítulos e isso pq é pago e não é barato😡😤🤬...
Cadê os outros capítulos?...
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....