Quando a data prevista para o parto de Luiza começou a se aproximar, Raul reduziu em quase um terço o número de consultas que ela faria, sem sequer discutir o assunto.
Ainda não eram nem onze horas quando uma enfermeira entrou na sala para avisar que só restavam dois pacientes esperando lá fora.
Luiza assentiu com a cabeça e estava prestes a responder quando a enfermeira acrescentou:
— Ah, sim… Tem um paciente de primeira consulta que pediu encaixe…
Raul já tinha orientado toda a equipe a não marcar encaixes para Luiza, a menos que fosse algo realmente urgente.
Mas o homem que estava no balcão havia mandado um almoço daqueles, cheio de pratos caros e acompanhamentos caprichados. As enfermeiras não tiveram coragem de recusar e, depois de aceitar, também não sabiam como negar o encaixe. Agora, além de se sentirem em dívida, ainda ficariam com a impressão de estar desperdiçando toda aquela comida se não o atendessem.
No fim, quem aceita um favor acaba sentindo que precisa retribuir.
Luiza, no entanto, não viu problema:
— Pode colocar.
Ainda era cedo. Atender mais três pessoas significava sair por volta de meio-dia e ir para casa almoçar tranquila.
A enfermeira respirou aliviada:
— Perfeito. Eu vou avisar lá fora.
Os dois pacientes seguintes eram de retorno. A consulta correu rápido. Em menos de meia hora, Luiza já estava chamando o último nome pelo computador.
A porta do consultório se abriu pouco depois, e um homem alto e magro entrou, sentando-se na cadeira diante da mesa.
Luiza levantou os olhos por reflexo. O olhar dela parou no rosto dele por um instante.
O homem usava um sobretudo escuro, de corte impecável. Tinha traços suaves, um sorriso discreto e educado nos lábios, e transmitia a impressão de alguém bem-educado, acostumado a manter o controle.
Mesmo assim, Luiza teve a sensação de que já tinha visto aquele rosto em algum lugar. Ela só não conseguia lembrar onde.
— Doutora Luiza. — O homem se apresentou primeiro, num tom calmo. — Eu me chamo Soren. Meu estômago não anda muito bem e um amigo me recomendou que viesse consultar com a senhora.
Luiza concordou com um movimento de cabeça e apontou para o travesseiro de apoio de pulso:
— Primeiro o senhor coloca a mão aqui, por favor. Eu vou avaliar o seu pulso.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Sinceramente, ta chato ter que pagar e não chega logo a parte que Luiza descobre os pais, e a verdade identidade de Osvaldo...
Cadê o resto, eu já estou sofrendo com essa enrolação toda, ainda por cima estão colocando cada vez mais barreiras... A única coisa que site faz com isso é perder leitores pra outros títulos, nós perdemos tempo e dinheiro, vocês perdem a fidelização dos leitores....
Gente de novo essa palhaçada de não postar os capítulos e isso pq é pago e não é barato😡😤🤬...
Cadê os outros capítulos?...
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....