Soren lançou um rápido olhar para o cartão que estava diante dele.
O cartão era extremamente simples: apenas um nome e um número de telefone internacional. Nada além disso.
Não havia razão social, cargo ou qualquer outra informação que permitisse identificar quem estava por trás daquele nome.
— O senhor acabou de dizer que quer fazer um negócio comigo. — Soren desviou o olhar do cartão. — Que tipo de negócio?
Osvaldo não respondeu de imediato. Seus olhos turvos ganharam um brilho astuto, como se ele já tivesse certeza de que sairia vencedor.
Ele apoiou o cartão no apoio de braço entre os dois e passou a ponta dos dedos pela borda.
— Eu conheço, em parte, a situação em que você se encontra. — Osvaldo começou a falar com tranquilidade. — O Grupo Marques entrou em campo, a família Williams perdeu projetos, a filial de Cidade A corre o risco de fechar as portas, a Nina se recusa a ceder… Imagino que as coisas não andem nada fáceis para você dentro da família Williams.
— O senhor veio hoje como emissário de quem, afinal? — Soren retrucou.
— De ninguém. — Osvaldo balançou a cabeça. — Ninguém me mandou aqui. Fui eu que decidi vir atrás de você.
— E por quê?
— Porque você tem algo que eu quero. — Osvaldo respondeu sem pressa. — E eu tenho algo de que você vai precisar.
Soren o encarou em silêncio por um bom tempo, até que resolveu ir direto ao ponto:
— O que o senhor quer?
Osvaldo se inclinou um pouco para o lado e, de repente, por trás de sua aparência cansada, seu olhar se tornou frio e penetrante:
— O Gustavo.
Osvaldo pronunciou aquelas palavras com leveza, mas havia nelas uma ameaça gélida.
Soren ficou surpreso por um instante:
— O Gustavo?
— Sim. — Osvaldo confirmou com um aceno firme. — Eu quero derrubar o Gustavo.
Soren não respondeu de imediato. Por alguns segundos, manteve os olhos fixos no rosto do velho, tentando avaliar até que ponto podia confiar no que acabara de ouvir.
Depois de alguns instantes, ele se recostou no banco, e um sorriso enigmático surgiu no canto de sua boca:
— A sua ambição é grande. Você sabe, melhor do que eu, o poder que o Gustavo tem nas mãos. Em toda Cidade A não existe ninguém que consiga encostar um dedo nele.
— Eu, sozinho, não derrubo mesmo. — Osvaldo admitiu sem rodeios. — Mas, se unirmos forças, talvez seja o bastante.
Soren apertou ligeiramente os olhos:
— O senhor quer que eu ajude a enfrentar a família Marques?
— Para ser exato, não é a família. — Osvaldo sustentou o olhar, firme. — É só o Gustavo.
Soren franziu o cenho.
Só o Gustavo? O alvo era um único homem, não toda a família?
Soren não conseguiu entender de imediato o raciocínio por trás da proposta daquele velho.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Sinceramente, ta chato ter que pagar e não chega logo a parte que Luiza descobre os pais, e a verdade identidade de Osvaldo...
Cadê o resto, eu já estou sofrendo com essa enrolação toda, ainda por cima estão colocando cada vez mais barreiras... A única coisa que site faz com isso é perder leitores pra outros títulos, nós perdemos tempo e dinheiro, vocês perdem a fidelização dos leitores....
Gente de novo essa palhaçada de não postar os capítulos e isso pq é pago e não é barato😡😤🤬...
Cadê os outros capítulos?...
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....