Depois que a ligação caiu, Soren ficou sentado dentro do carro sem se mexer por um bom tempo. Seu semblante foi ficando cada vez mais sombrio.
Ele nunca tinha sido destratado daquela maneira ao telefone.
Como primeiro na linha de sucessão da família Williams, genro da família Frota e responsável direto pelo Grupo Williams, estava acostumado a ver as pessoas abrirem caminho para ele, não importava aonde fosse.
E Gustavo, havia pouco, tinha falado com ele como quem enxota um cachorro do caminho.
Além de tudo, agora teria ainda mais dificuldade para explicar o ocorrido ao avô.
— Volte para a filial de Cidade A. — Soren finalmente falou. A voz saiu rouca.
Bryan respondeu com um “sim” contido e ligou o carro. Pelo retrovisor, viu Soren recostado no banco, de olhos fechados e com a testa franzida.
— Sr. Soren, então, daqui pra frente…
— Primeiro a gente volta. — Soren o interrompeu.
Nem ele mesmo sabia, com clareza, qual deveria ser o próximo passo.
Para Soren, a última frase de Gustavo não soara como uma ameaça. Soara como uma sentença já decidida.
Bryan olhou para ele pelo retrovisor, como se quisesse falar alguma coisa, mas acabou engolindo as palavras.
Quando o carro entrou no estacionamento subterrâneo da filial em Cidade A, o celular de Soren tocou. Ele viu o nome no visor e franziu ainda mais a testa.
— Mãe.
— Soren. — A voz de Joyce veio com uma urgência mal disfarçada. — O seu pai quer que você volte para Cidade B o quanto antes. O seu avô reuniu todo mundo hoje cedo na casa. Ele disse que é para discutir…
— Discutir o quê?
Do outro lado da linha, Joyce ficou em silêncio por um segundo:
— Discutir o seu caso.
Os dedos de Soren se fecharam com força em torno do aparelho. Ele sabia muito bem que, quando Magnus falava em “discutir”, aquilo nunca significava, de fato, uma conversa aberta.
— Entendi. — Ele respondeu, num tom perfeitamente calmo, e desligou.
Assim que o carro parou, ele abriu a porta e desceu, seguindo a passos largos pelo estacionamento em direção ao elevador.
Bryan vinha logo atrás, apressando o passo, visivelmente inquieto, como se quisesse dizer algo e não tivesse coragem.
Já no escritório, Soren largou o sobretudo no sofá e puxou uma das gavetas da mesa, procurando uma pasta. Seus dedos pousaram por um instante sobre a capa.
— A Luiza realmente tem uma boa relação com a Nina. — Ele concluiu em voz baixa. — Você vai atrás de todas as informações sobre ela.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Sinceramente, ta chato ter que pagar e não chega logo a parte que Luiza descobre os pais, e a verdade identidade de Osvaldo...
Cadê o resto, eu já estou sofrendo com essa enrolação toda, ainda por cima estão colocando cada vez mais barreiras... A única coisa que site faz com isso é perder leitores pra outros títulos, nós perdemos tempo e dinheiro, vocês perdem a fidelização dos leitores....
Gente de novo essa palhaçada de não postar os capítulos e isso pq é pago e não é barato😡😤🤬...
Cadê os outros capítulos?...
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....