Luiza ainda nem tinha terminado a frase quando os dados saíram na tela.
Ela e Raul leram tudo juntos. Quando eles ergueram o olhar, cada um viu nos olhos do outro o mesmo alívio, misturado com uma excitação difícil de disfarçar. O lançamento do medicamento, dali em diante, era praticamente certo.
Raul deu uma gargalhada aberta:
— Quando esse projeto chegar no mercado, o seu valor vai encostar no do Sr. Gustavo.
Luiza deixou escapar um sorriso:
— Nem tanto.
A distância ainda era enorme. O patrimônio de Gustavo não era algo que ela alcançaria só porque tinha desenvolvido um remédio bem‑sucedido.
Mas o fato de ela ter conseguido realizar o próprio ideal já deixava Luiza mais do que satisfeita.
Eles ainda nem tinham comentado os próximos passos quando o celular de Raul tocou. Ele se afastou até a janela para atender e, poucos minutos depois, voltou, com uma expressão um pouco constrangida:
— Aconteceu uma coisa lá em casa. Eu vou ter que te pedir um favor.
— Que favor? — Luiza respondeu sem pensar. — Você já fez tanto por mim… Se tiver alguma coisa que eu possa fazer, eu faço. Não precisa ficar sem jeito.
Anos antes, o fato de Luiza ter conseguido trabalho no consultório tinha a ver, em parte, com a influência de Miguel. Mas, sem a disposição de Raul de se arriscar a ser marcado pela família Marques, ela não teria passado nem da porta.
Só então Raul explicou:
— Meu pai acabou de me ligar. Ele falou que um amigo bem antigo dele voltou pro país, e a saúde dele não tá nada boa. Ele queria que você desse uma olhada, pra ver se tem algum tratamento possível.
Luiza se interessava especialmente por quadros difíceis de tratar:
— Que tipo de doença?
— Câncer de pulmão em estágio inicial. — Raul percebeu o brilho de curiosidade profissional no olhar dela e completou, resumindo o quadro. — Parece que ele é bem tradicional. Ele não aceita a ideia de cirurgia pra retirar o tumor. Voltou pro país justamente pra ver se encontrava um tratamento mais conservador.
Entre os pacientes de Luiza, havia muitos com aquele mesmo tipo de pensamento.
Era um raciocínio que, na prática, dependia demais da sorte: se o paciente tivesse a sorte de cruzar com um médico realmente competente, ainda havia chance de cura.
Mas, se não encontrasse alguém adequado, o tempo se escoava à toa, e a doença avançava sem ser contida.
Luiza entendia aquele medo e aquele apego. Ela abriu a garrafa de água, tomou um gole e perguntou:
— Pra quando ele marcou?
— Você consegue ir agora? — Raul falou num tom meio de pedido. — O amigo do meu pai tá lá em casa neste momento. Se você topar dar uma passada agora, vai ser o ideal.
Assim que Luiza entrou na sala, ela viu, de imediato, o paciente de quem Raul tinha falado.
Era um senhor vestido com um terno preto impecável. Ele aparentava ter bem mais de setenta anos. Ao lado da poltrona, havia uma bengala encostada, o que indicava que as pernas já não respondiam tão bem.
Luiza não sabia dizer se era só impressão dela, mas a primeira sensação que ela teve foi a de estar diante de alguém difícil de ler, com um fundo de profundidade que não se alcançava de cara.
Antes que ela pudesse se aprofundar nessa sensação, o pai de Raul, Ademir Neves, e o senhor idoso já tinham percebido que eles tinham entrado e olharam na direção deles.
Ademir se levantou primeiro e apresentou, com visível respeito:
— Osvaldo, essa é a Dra. Luiza, de quem eu acabei de falar. Ela é jovem, mas o conhecimento dela é impressionante. Até a família Frota chama ela em casa pra consulta.
Depois, ele se voltou para Luiza:
— Luiza, este é o Sr. Osvaldo, um amigo antigo meu. A gente não se via desde que ele foi morar fora, faz mais de vinte anos.
A voz de Ademir carregava um quê de melancolia diante de como o tempo passava depressa.
Osvaldo alisou a barba devagar e, quando voltou o olhar para Luiza, havia uma ponta de curiosidade avaliadora nos olhos dele:
— Dra. Luiza, eu voltei pro país justamente pra procurar tratamento. Vou ter que abusar da sua boa vontade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Sinceramente, ta chato ter que pagar e não chega logo a parte que Luiza descobre os pais, e a verdade identidade de Osvaldo...
Cadê o resto, eu já estou sofrendo com essa enrolação toda, ainda por cima estão colocando cada vez mais barreiras... A única coisa que site faz com isso é perder leitores pra outros títulos, nós perdemos tempo e dinheiro, vocês perdem a fidelização dos leitores....
Gente de novo essa palhaçada de não postar os capítulos e isso pq é pago e não é barato😡😤🤬...
Cadê os outros capítulos?...
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....